E-commerce dá sobrevida a empresas
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domingo, 03 de julho de 2016
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Fechar as portas e se abrir para o empreendedorismo digital. Ou então, aliar o varejo físico ao on-line em busca de melhores resultados. Em tempos de turbulência econômica, a saída para muitos lojistas realmente tem sido "navegar" pelo universo da internet.
E, segundo especialistas, a maré está boa. O comércio eletrônico é um dos segmentos que mais crescem e estimulam a economia no País. No Relatório Conversion do E-commerce Brasileiro 2016, a estimativa de crescimento é de 25% neste ano, com a movimentação de R$ 69,76 bilhões.
Até 2021, a projeção pode chegar à margem dos R$ 229 bilhões, associada a um alto ticket médio (valor médio de compra por cliente). Esta afirmação é dada por Diego Ivo, CEO da Conversion, ao citar a confiança dos consumidores neste mercado.
"O momento é muito bom para o e-commerce, especialmente diante de um mercado em crise, em que as empresas estão com muitos produtos no estoque. O empresário que não está no meio eletrônico hoje, está perdendo dinheiro", analisa José Ricardo Noronha, consultor, palestrante e professor em Vendas.
Nas regiões Sul e Sudeste, entretanto, os lojistas não estão deixando passar essa oportunidade. A pesquisa Profissional de E-commerce 2015, desenvolvida para o Painel E-bit revela que a participação chega a 70%, com destaque para o Paraná (9%) que ocupa o segundo lugar, ficando atrás somente de São Paulo (55%).
"O Paraná é um polo de e-commerce. Tem muitos provedores de serviços em Curitiba, Londrina e Maringá. Somos pioneiros", salienta Diniz Fiori, diretor da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), regional Paraná.
E os consumidores também estão por aqui. De acordo com a Pesquisa Nacional do Varejo Online 2015, do Sebrae em parceria com o E-commerce Brasil, o Estado surge em quarto lugar (38%) em destinos das vendas do comércio eletrônico.
"No Paraná, tivemos um ganho de 2,2 bilhões em 2015 e, esse ano, teremos um acréscimo de quase 10% em faturamento. Em número de lojas, esse crescimento será ainda maior. Enquanto no ano passado, registramos 3.600 lojas virtuais, em 2016, esperamos crescer em torno de 20%", sustenta Fiori.
De acordo com ele, as categorias mais vendidas são moda, eletrônicos e informática, mas os segmentos de saúde, medicamentos e de casa e decoração têm ganhado destaque.
Boa notícia, que a empresária e arquiteta Eliane Tsuji Sato tem vivenciado no dia a dia. Ao comemorar nesta semana, cinco anos do e-commerce Chez Moi Decorações, ela se firmou como uma das maiores lojas virtuais de aromas do País. A marca também comercializa móveis e decoração provençal, presentes e produtos para casa.
Eliane fechou as portas de sua loja física em Londrina, em 2013, e passou a se dedicar exclusivamente ao comércio eletrônico. "Os custos são bem menores e os resultados são maiores, dependendo da gestão, é claro", diz.
Ainda sobre vantagens, ela cita a praticidade e facilidade de administrar os negócios em qualquer local. "Isso não será um empecilho, por exemplo, para acompanhar os resultados das vendas e o empenho da equipe", acrescenta.
O estudo do Varejo Online ainda revela que em relação à atuação on-line, 88% são pequenos negócios e 49%, empresas com faturamento até R$ 60 mil. Do total de 831 respondentes, 44% possui e-commerce e loja física e 56% atuam somente no varejo on-line. Quanto ao número de pedidos, a média mensal é de 90 em todo o País.



