Investir no aprendizado de outro idioma é uma ação que, há tempos, o mercado de trabalho reconhece como fator de diferença e de mérito empregatício. A fluência em outra língua tornou-se essencial para aqueles que almejam alcançar um cargo de liderança; aliás, cargos como coordenadores, gerentes, diretores, supervisores e CEOs são ocupados, em sua grande maioria, por aqueles que dominam pelo menos a língua inglesa.
Alfredo Lima de Castro, 34 anos, administrador com ênfase em comércio exterior é alguém que investiu no conhecimento de idiomas e viu sua carreira crescer e tomar a direção que pretendia. Por falar fluentemente inglês e espanhol, ele ocupou cargo estratégico por alguns anos na área de marketing de uma multinacional no ramo de telefonias. A experiência adquirida o impulsionou a buscar novos horizontes e tornar-se seu próprio chefe.
Em seu dia a dia, Alfredo, faz assessorias em importação e exportação e prospecta clientes internacionais para o mercado local. Sem o conhecimento de inglês e espanhol isso não seria possível. ''Os idiomas são importantes na maioria das profissões. O inglês é básico para o meu trabalho e, se não falasse o espanhol, como faria contato com os países da América Latina?'', questiona.
Sua estreia no mundo dos idiomas aconteceu na adolescência quando ele nem sonhava em que ramo profissional se enquadraria, mas sabia que aprender uma segunda e terceira línguas seria fundamental para ascender profissionalmente. Para obter mais domínio, ele encarou intercâmbios culturais por 15 países diferentes.
O contato com outras culturas lhe possibilita atualmente negociações com clientes que possuem valores muito diferentes dos nossos. ''Você negociar com um brasileiro é totalmente diferente que negociar com um indiano, um chinês, um francês ou um italiano'', explica.
Para ele, quanto mais idiomas um profissional sabe falar com fluência, maior é o leque de opções de contratação que ele tem frente ao mercado de trabalho. ''A variação do salário é proporcional à raridade do que você faz. Logo, quanto mais idiomas você fala, mais valorizado profissionalmente você se torna para o mercado empresarial, principalmente quando se lida com comércio exterior'', argumenta.
De olho no futuro
Rafhael Bueno Dalto, economista e analista de exportação na Elevadores Atlas Schindler não passa um dia sequer sem fazer negociações em inglês e espanhol. Além da fluência nessas línguas ele também fala com propriedade o italiano e arranha o francês. ''Na minha área, sem outros idiomas eu não trabalho. Faz parte do cotidiano. O contato profissional com fornecedores, colegas de trabalho e clientes pela América Latina é intenso em inglês e espanhol'', conta.
Durante a faculdade de Economia, ele direcionou seu curso para trabalhar em alguma área internacional.''Não sabia se seria diplomacia, comércio exterior ou economia internacional. A única certeza que tinha é que iria construir uma carreira internacional e as línguas seriam a base para isso'', afirma.
A carreira internacional de Rafhael teve início em 2006, quando morou por um ano na Malásia, atuando como assistente administrativo de uma empresa de distribuição de computadores. ''Foi meu primeiro passo em busca de minha carreira internacional. Eu não teria conseguido se não falasse pelo menos o inglês fluentemente'', analisa.
Agora ele está na expectativa de ter uma nova experiência internacional em termos de carreira, no continente asiático. Os próximos idiomas de sua lista de aprendizado são o mandarim e o alemão. ''O mandarim pela necessidade de se comunicar no país local, caso a expectativa se concretize e o alemão para estreitar laços culturais com a matriz da empresa que é suíça'', prospecta.

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