Do lazer à profissão
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segunda-feira, 04 de janeiro de 2016
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Enquanto algumas profissões vão se perdendo no tempo, outras estão surgindo como grandes promessas para os próximos anos. Além do ineditismo, essas novas oportunidades, como social media e jogador de poker, se destacam por aliar muitas vezes, o prazer ao trabalho.
Seja na área de tecnologia, entretenimento ou esporte, o fato é que essa realidade tem aberto as portas principalmente para os mais jovens, uma vez que estar conectado é um requisito indispensável.
É o caso do social media, profissional responsável pela atualização de páginas oficiais de empresas e eventos nas redes sociais. Um prato cheio para quem está a todo momento mergulhado no universo virtual.
Essa profissão que há uma década sequer existia, tem como principal característica a versatilidade, pois o público consumidor deve ser "alimentado" constantemente por novos conteúdos.
Quem já se adaptou a essa rotina profissional é londrinense Thiago Moreira, social media. Ele é graduado em Jornalismo e há cerca de cinco anos, observou uma demanda emergente.
"As empresas querem participar, estar nas redes sociais, mas muitas ainda não possuem um profissional específico ou não sabem por onde começar. Depois que fiz uma especialização em assessoria de comunicação, percebi o quanto era oportuno me dedicar a essa atividade", comenta.
Moreira também é produtor cultural e esse foi o pontapé inicial. Ele começou a divulgar páginas e eventos culturais ainda no Orkut e foi se atualizando nas redes sociais que surgiram.
"É preciso ficar online 24 horas, mas a vantagem é que dá para trabalhar em qualquer local", afirma ele, que se tornou um Microempreendedor Individual (MEI).
Como há cinco anos esse mercado era muito novo, os trabalhos iniciais se deram por meio de amigos, interessados em divulgar produtos, serviços e atendimentos. Hoje, Moreira atende em torno de 10 clientes, entre empresas e eventos culturais.
"Tenho experiência com banco, dentista, empresas de acessórios femininos, material elétrico, festivais de teatro e cinema, além de eventos específicos", conta. Mas ao contrário do que muitos possam pensar, não adianta atribuir essa tarefa a qualquer profissional.
Segundo Moreira, não se deve explorar somente o produto, pois as publicações nas redes podem se tornar maçantes. Segundo ele, é preciso fazer pesquisas sobre o conteúdo relacionado e estar sempre atualizado, ou seja, agregar valor.
"Além disso, a pessoa deve estar preparada para lidar com toda a responsabilidade, pois ao mesmo tempo que a divulgação é imediata, os questionamentos e críticas, também são. Precisamos estar aptos a responder, a gerenciar qualquer tipo de crise", aponta.
Apesar da atuação virtual, a profissão de social media não exclui as ações e estratégias traçadas em conjunto com a empresa. Moreira explica que o proprietário também pode administrar a página para acompanhar todo o processo. "Os resultados são medidos através de interações dentro da página. A ideia é estabelecer sempre um canal de comunicação com o público-alvo", completa.
Em relação à remuneração, pode variar bastante, mas a média gira em torno de R$ 500 a R$ 700, por cliente. "Acredito que é uma área bastante promissora. Já se fala em novas redes sociais e as empresas estão de olho nisso, pois o público aumenta a cada dia. Todo mundo está compartilhando, comentando, curtindo, participando", conclui.
ONLINE
A Pesquisa Brasileira de Mídia (PBM) 2015, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), revela que o percentual de pessoas que utilizam a internet todos os dias cresceu de 26% na PBM em 2014 para 37% neste ano.
Ao todo, foram ouvidas 18 mil pessoas. Ainda segundo o levantamento, os usuários ficam cerca de cinco horas conectados por dia e destes, 92% estão conectados por meio de redes sociais, sendo o Facebook a mais utilizada, somando 83% das respostas.


