Dinheiro não é a principal moeda de troca
Diminuir o índice de rotatividade entre os funcionários é um desafio para as empresas, mas totalmente rentável e possível. O consultor em gestão de pessoas Eduardo Ferraz indica caminhos que podem ser seguidos pelos empresários e ressalta que o salário não pode ser o único diferencial para manter o empregado na corporação. O especialista explica que é impossível para as empresas pagarem muito acima do valor de mercado e por isso oferecer um bom ambiente de trabalho, treinamento e relacionamento é decisivo.
"Manter um funcionário vai além de dinheiro. Em uma pequena empresa você aprende muito. Normalmente a pessoa desenvolve três ou quatro funções diferentes e isso eleva o grau de aprendizado. Esse tipo de vantagem precisa ser repassado aos empregados", aponta Ferraz.
É importante também, segundo o consultor, que o gestor mantenha um relacionamento mais próximo dos seus subordinados para identificar mais rapidamente os problemas. "Eu sempre oriento: gaste meia hora a mais por dia para conversar com as pessoas e saber o que está acontecendo, o que ela está aprendendo, se está gostando ou não do trabalho, qual a distância da casa dela. O relacionamento é fundamental", garante. "Conscientizar o funcionário que ficar pulando de galho em galho só vai sujar seu currículo, que na empresa o treinamento será dado pelo próprio dono, que há flexibilidade e bom ambiente também ajudam. Tratar bem as pessoas é importante".(L.F.C.)





