No momento da descoberta de uma mentira cria-se outro questionamento: como proceder? Conversar com o candidato apenas e mantê-lo no quadro independente do ocorrido? Demiti-lo simplesmente? Fazer acordo para que ele peça a demissão? Ou dispensá-lo por justa causa?

O executivo Luciano Amato atenta para um aspecto importante, principalmente se a ideia for uma punição mais rígida. ''Ao descobrir a verdade, a melhor atitude é agir com transparência e firmeza. Chamar o candidato e expor o ocorrido. Porém é importantíssimo ter documentos que comprovem o fato, caso contrário o candidato pode virar o jogo, inclusive juridicamente.''

Para ele, a justa causa deve ser avaliada com calma. ''Tudo depende do contexto e da gravidade da mentira. A empresa deve analisar os riscos jurídicos e o que vai gerar maior perda: manter o colaborador ou demiti-lo por justa causa. O que não pode é a empresa aceitar a mentira ou se omitir nesses casos, pois pode denotar conivência e gerar outras atitudes da mesma linha, contaminando a cultura organizacional'', finaliza. (T.A.)

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