Dedicação e apoio da família
João Paulo Petrechi, 30 anos, advogado, foi professor de inglês em Santo Antônio da Platina e administrador no Rio Grande do Norte antes de descobrir que seu futuro poderia mudar como desejada com um concurso público.
A família foi consultada e deu apoio total, inclusive financeiro. ''Meu pai, vendo a minha infelicidade por não estar conseguindo me realizar profissionalmente, disse que eu poderia voltar a estudar em tempo integral que ele me bancaria'', lembra.
João Paulo não perdeu tempo e, desde fevereiro deste ano, tornou-se estudante em tempo integral, preparando-se no cursinho LFG, na cidade de Jacarezinho, para o cargo de analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). São oito horas diárias de estudo.
''Sei que estou na base da pirâmide, seis meses é muito pouco para passar num concurso. Já prestei um e não fui bem sucedido. Essa e outras reprovações que virão serão fundamentais para o sucesso futuro, com elas vou pegando os macetes das questões'', conta ele, que espera em um ano e meio ver seu sonho concretizado. ''A atividade física é minha aliada infalível para a concentração e as revisões me ajudam a memorizar o conteúdo. Metade do tempo recebo o conteúdo e a outra metade fico revisando'', comenta ele.
Ele vê o tempo dispensado aos estudos como uma profissão e assume sem nenhum preconceito o título de concurseiro.''Se levar como base que é o conhecimento desse tempo que será fundamental no futuro, com certeza vejo essa etapa como uma profissão.'' (K.A.)





