Durante cinco anos Denis Dhow recebeu o auxílio doença do INSS. ''Fui atropelado na Avenida Leste Oeste em 2003. Quebrei o fêmur e perdi parte do movimento do pé'', conta ele, que na época era motoboy. ''Não tinha uma profissão. De vez em quanto entregava uma pizza, ou correspondência'', recorda.
Depois de anos recebendo benefício, Denis já achava que não voltaria a trabalhar. ''Até que o pessoal do INSS entrou em contato comigo, para participar do programa de reabilitação. Eu não queria fazer curso de mecânico de carro ou mexer com computador. Como eu já sabia fazer uns desenhos na cabeça e minha mãe e irmão já são cabeleireiros eu escolhi essa profissão'', contou.
Durante dez meses, ele frequentou as aulas do curso no Senac. Ao concluir perdeu o benefício do INSS mas já começou a trabalhar. Faz um ano que ele abriu o Studio Black, junto com um colega, na avenida Saul Elkind, principal via da Zona Norte de Londrina. ''Estamos aqui das 10 às 20 horas todo dia. E sempre temos movimento'', conta.
Neste ano Denis ganhou um concurso de cabelereiros, o Londrina Beauty 2011. ''Fiz uns desenhos e acabei ganhando'', conta ele, que cobra R$ 15 reais pelo corte e R$ 35 se o cliente escolher fazer luzes. (D.B.)

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