De freelancer a equipes fixas
Apesar do coworking ter chegado ao Brasil há cerca de sete anos, foi em 2013 que esse modelo passou de fato a ser uma realidade entre os profissionais. E parte do processo foi despertado pelo interesse de freelancers.
Hoje, a maioria trabalha por conta própria, mas equipes fixas também estão aderindo e com base na Pesquisa Coworking Brasil 2013, 58,2% dos 321 respondentes afirmaram não ter planos de sair desses espaços e 27,8% desejam permanecer pelo menos durante um ano.
Esses números demonstram a aceitação dos brasileiros em trabalhar de forma compartilhada e, para os proprietários de coworking, representam uma oportunidade de crescimento.
Quem está preparado para isso são os sócios-proprietários André Pegorer e Guto de Lima, do Nex Coworking em Curitiba, que até ganhou o status de maior espaço de trabalho compartilhado do País.
"Quando resolvemos expandir, começamos pela unidade em Curitiba, mas agora nossos planos de expansão para 2016 é inaugurar novas unidades em outros Estados. Nossa visão é ser, em breve, o maior player de coworking da América do Sul", aponta Lima.
Para se ter uma dimensão, o Nex começou com uma pequena unidade, que é uma característica desse tipo de negócio. Eles passaram de uma estrutura de 250 m² para 1.700 m². s espaços, que abrigavam até 38 pessoas, agora atendem cerca de 240, e de 80 passaram a ter mais de 500 clientes da rede. "O coworking tem atraído as pessoas porque elas se sentem mais felizes, produtivas e criativas. Isso se deve ao ambiente e às práticas, como eventos que promovemos para que as pessoas se encontrem e interajam, para uma abertura de diálogo", salienta.
O Nex é ocupado hoje por advogados, startups, designers e até um banco suíço. "A diversidade é a chave, o coworking está em franco crescimento e o nichos estão surgindo", conclui. (M.O.)





