Ana Paula Neves, 28 anos, estudante do quarto ano de psicologia está feliz da vida. Há quatro meses ela, que era estagiária, foi efetivada como assistente de Recursos Humanos. O bom desempenho acadêmico e a disposição em estagiar desde o segundo ano da faculdade em programas não obrigatórios foram os diferenciais que a levaram a essa conquista.
Estar disponível a realizar trabalhos mesmo sem remuneração é a receita do sucesso alcançado por Ana Paula. ''Faço estágio não obrigatório desde o segundo ano da faculdade, com o intuito de ganhar experiência profissional. Quando chegou a hora do estágio obrigatório desenvolvi um projeto também sem remuneração'', diz ela, acrescentando que dá para esperar o curso chegar ao final para cumprir o estágio obrigatório e buscar experiência. ''O ideal é ter um pouco de teoria e ir aprofundando na prática do dia a dia por meio do estágio'', diz.
Para isso é preciso praticar a proatividade e correr atrás das oportunidades com o desenvolvimento de projetos que possibilitem conhecimento e bagagem profissional. ''Esse é o caminho a trilhar para no futuro alcançar uma remuneração satisfatória'', ensina.
Marcela Elias Rezende, 21 anos, aluna de Ciências Contábeis, também tem motivos para comemorar. Ela, que estagiou em várias áreas antes de entrar num estágio em sua área de formação, está prestes a ser efetivada como auxiliar financeiro em uma empresa de factoring local.
Força de vontade é a definição que Marcela tem para essa conquista. ''Não esperei alguém me ensinar. Corri atrás e nada veio de mão beijada. Tive muitos erros no percurso, mas soube ouvir as correções e em dezembro serei efetivada'', diz. Mas a nova realidade não significa acomodação e tranquilidade. ''Continuarei me empenhando cada vez mais para crescer profissionalmente'', garante.

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