Na Unifil, o curso de graduação em Estética e Cosmética existe desde 2009. A primeira turma formou-se no ano passado e todas as alunas egressas estão empregadas ou montaram seus próprios salões.
Segundo a coordenadora Mylenna Costa, o mercado de estética se profissionalizou a tal ponto que hoje as esteticistas não ficam restritas a uma simples limpeza de pele, fazendo também procedimentos como drenagens linfáticas antes de cirurgias. Para tanto, precisam dominar química, biossegurança e microbiologia. ''Não tem como ser tecnólogo sem ter esses conhecimentos'', argumenta.
Assim como muitas estudantes, Victória Santana, do 3º ano matutino, não tinha ideia de que era preciso cursar todas essas disciplinas. ''Eu imaginava que teria um curso mais básico, mas ao chegar aqui vi que é bem mais aprofundado e difícil, principalmente no 1º ano'', admite. Sua colega Rafaela de Paula relata que além das disciplinas teóricas, existem aulas práticas de estética corporal que são bastante cansativas. ''Por isso acredito que vou atuar na estética facial assim que me formar'', projeta.

EAD é outra opção
Na Unopar o curso de Estética e Imagem Pessoal existe desde 2004. Este ano, pela primeira vez foi ofertado na modalidade de Educação Superior a Distância (EAD), reunindo cerca de 1.500 alunos que frequentam aulas teóricas presenciais pelo menos uma vez por semana e, a cada 15 dias, aulas práticas presenciais em um dos 64 polos instalados em todo o País.
A coordenadora do curso a distância, Natália Ribeiro Soares, afirma que a diferença dos alunos entre as duas modalidades de ensino é que os de educação a distância são mais voluntariosos; muitos deles já trabalham na atividade e buscam na graduação o aprofundamento para evoluir na profissão. ''Depois de formada, a pessoa pode atuar em consultórios, centros de estética, salões de beleza, spas ou pode seguir a carreira acadêmica, realizando mestrado ou doutorado'', explica. (V.O.)

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