Curso customizado exige aproveitamento redobrado
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domingo, 15 de julho de 2018
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 

Cursos in company ou customizados são a vanguarda da qualificação direcionada à realidade da organização contratante. Da ponta dos trabalhadores, entender isso como oportunidade de se aprimorar e melhorar a entrega é crucial, pois segundo quem está no mercado e acompanha os rumos da qualificação profissional, com ou sem incentivo da empresa, a empregabilidade depende do aperfeiçoamento contínuo. Há um consenso entre os profissionais de carreira a respeito do formato in company que saber aproveitá-lo é determinante para se manter ou alçar novos horizontes na carreira.
A gerente executiva de educação do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Giovana Punhagui, orienta que a contrapartida do colaborador deve ser redobrada a fim de obter tanto o aprimoramento profissional embutido no curso, quanto os resultados planejados pela empresa no momento em que ela decide capacitar a equipe. Da parte da organização, tratar isso como investimento, também torna ainda mais proveitosa essa tendência que segue a cartilha das melhores práticas em prol da formação continuada, da melhora de todo o ambiente de negócios e da comunidade para a qual aquela empresa e seus funcionários estão inseridos. "A qualificação in company, estruturada a partir de um planejamento estratégico bem feito, com objetivos claros e pensada por pessoas comprometidas para colaboradores igualmente comprometidos, garante resultados e ganhos além do esperado para todo o grupo", ressalta.
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Ela explica que até mesmo do ponto de vista pedagógico esse caminho vem alinhado com as metodologias ativas que são comprovadamente mais efetivas na consolidação do aprendizado. "Os cursos do Senai sempre tiveram por característica muita prática e voltados ao contexto do trabalho, a partir de situações-problemas em que ele aprende a resolver. O ganho disso na customização é que o trabalhador terá o aprendizado adaptado à própria realidade. Ele estará aprendendo fazendo, desenvolvendo pensamento crítico, capacidade de análise e senso de colaboração, o que é fundamental em toda e qualquer equipe de trabalho em um mundo tão complexo onde a mera transmissão de informação não basta para os profissionais e as demandas atuais", analisa. "Há 20 anos começamos a desenvolver esse tipo de proposta educacional voltada ao mercado corporativo. Essa procura vem em uma crescente", constata o gestor da Isae/FGV de Londrina, Cleyton Caetano.
Caetano destaca que se de um lado o profissional se sente valorizado, pois a empresa preferiu investir nele ao invés de trazer o recurso de fora, do outro o custo para a empresa de buscar um profissional de fora correndo o risco de não se adaptar a cultura e valores da empresas também é substancial. "Outro aspecto extremamente valioso para qualquer organização é que diferente de uma reunião de trabalho, a troca em sala de aula com um mediador de fora e qualificado, via de regra, acelera o aprendizado e percepção das melhorias e soluções para as demandas do trabalho", aponta. "O aspecto mais interessante de tudo isso é que o entendimento de patrões e empregados sobre a importância da qualificação continuada e adaptada ao negócio é a geração de um círculo virtuoso no setor onde está inserido aquele negócio. Uma loja de calçados que treina sua equipe com um curso específico para esse ramo melhora e acaba influenciando beneficamente toda a cadeia que até então tinha uma formação genérica. Quem não faz isso, fica para trás nessa evolução positiva", avalia o assessor de relacionamento com clientes do Senac-PR, Daniel Manfré. Em 2017, somente no formato in company, o Senac realizou 34.953 atendimentos (capacitações) em todo o Estado. Neste ano, até junho, já foram contabilizados 17.582 atendimentos, em uma clara demonstração de que esse caminho vem sendo abraçado pelas duas pontas, patrões e funcionários.


