Enxergar na união profissional uma saída para o desenvolvimento coletivo e individual. Essa foi a mentalidade adotada pelos membros da I_Arq Núcleo de Negociações em Arquitetura, há mais de oito anos. "Enxergávamos no meio da arquitetura uma certa desunião e queríamos mudar isso porque víamos que esse seria um passo importante", conta Cláudia Meyer, atual presidente do grupo.
Ela revela que, no início, o grupo era formado por vários profissionais e chegava a realizar até três reuniões por semana. Há cerca de um ano, os integrantes sentiram necessidade de se organizar melhor e criaram um estatuto, e definiram mensalidades, encontros e eventos.
Atualmente, a "associação" tem 12 membros e já é possível observar evoluções. De acordo com a presidente, o grupo já conseguiu organizar cursos de capacitação para terceiros, como pintores e outros, que tinham ligação direta com obras das profissionais do I_Arq, além de firmar diversas parcerias tanto internas e externas.
Integrante do projeto desde o início, a arquiteta Guta Amorim visualiza um crescimento profissional e comenta que o associativismo teve um peso enorme para tornar isso possível. "Conseguimos cursos para nos capacitar, trocamos experiências. Há um crescimento não só coletivo, mas também individual muito grande", defende.
Ela acrescenta que a tendência é de desenvolvimento contínuo. "Ainda não temos trabalhado no sentido de negociar compras coletivas, algo que pode ser vantajoso e deve acontecer futuramente".

Rede de negócios


Atento às vantagens que a atuação em conjunto pode oferecer, um grupo formado por 45 fonoaudiólogos, psicólogos e fisioterapeutas de Londrina está formando uma rede, com o auxílio do Sebrae/PR. Grupo semelhante também se organiza em Maringá (Noroeste) e conta com 35 profissionais das mesmas três áreas de saúde. Uma das principais idealizadoras é a delegada do Conselho Regional de Fonoaudiologia em Londrina (CRFa), Rosiane Beleze. "Comecei a notar uma falta de comunicação entre os fonoaudiólogos e o conselho. Através de cursos no Sebrae descobri o associativismo e passei a ideia adiante", diz.
A expectativa de Rosiane é que o projeto, iniciado este ano, possa fortalecer a profissão. "O perfil do nosso profissional é o de quem não busca a comunicação entre si. Com o associativismo procuramos mudar isso e fazer com que os profissionais possam se fortalecer individualmente e coletivamente", argumenta.
Para a consultora do Sebrae/PR, Simone Millan, os empresários e profissionais liberais estão atuando cada vez mais de forma coletiva. "O associativismo ajuda a encontrar soluções que dificilmente o empreendedor encontraria se estivesse sozinho. As pessoas estão redescobrindo a importância do associativismo para fortalecer uma determinada área." (V.F.)

mockup