Cresce procura por cursos
O aumento gradual do número de matrículas nas duas universidades londrinenses que oferecem o Curso Tecnológico de Gastronomia é o principal indicativo da valorização do profissional do setor, notadamente o "chef de cuisine", para usar o termo exato da pátria-mãe da culinária. O curso tem status de graduação, mas não há uma lei federal que regulamente a profissão de gastrônomo. Sua duração é de dois anos.
Na UniFil, há dois anos as turmas do primeiro ano são fechadas com a totalidade de vagas oferecidas 50 no turno da manhã e 50 à noite. "Hoje são 210 alunos matriculados, todos com a expectativa de sair como chefs ou abrir um próprio restaurante ou para atuar como personal chef. E há aqueles que já estão no mercado e querem melhorar sua qualificação no ambiente de trabalho", afirma a coordenadora, Cláudia de Oliveira. O curso foi aberto em 2009.
Pioneira na área, na Unopar a realidade não é diferente. A coordenadora Marisa Sakamoto Santini diz que já há sete turmas em funcionamento, totalizando 250 alunos. "Há dois anos tivemos que abrir o turno matutino devido à procura de alunos que trabalhavam à noite e queriam estudar de manhã", afirma. "É importante ressaltar que o curso tecnológico de gastronomia não forma chefs de cozinha, inclusive nem há essa denominação na academia. Nós formamos profissionais habilitados a chefiar cozinhas, mas também a gerenciar restaurantes, prestar consultorias a empresas do setor. Mas é claro que a maioria dos alunos vem com a intenção de ser chefs", salienta. O curso está completando dez anos.
E a demanda do mercado é tanta, segundo as coordenadoras, que há perspectivas de estágios e contratações durante a graduação. "É incrível, a cada semana a gente tem propostas de pessoas ou estabelecimentos dispostos a contratar nossos graduandos ou pedindo indicação de gente que se formou aqui", afirma a coordenadora Marilsa Santini. Cláudia Oliveira destaca que no início da implantação do curso era difícil as empresas recrutarem os alunos, mas que hoje o processo se inverteu. O interesse vem do mercado. Ela avalia que os empregadores já perceberam que mesmo os alunos mais jovens estão desenvolvendo as técnicas da culinária junto com os mais experientes. (D.P.)





