Construindo uma carreira profissional
Apesar da maioria dos jovens sentir insegurança após o término da graduação, alguns "sortudos" ingressam rapidamente na área de interesse. É o caso de Vitor Sottero Ferreira, de 24 anos, que se formou em Farmácia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2013 e trabalha há 11 meses em uma multinacional farmacêutica da região. Ter feito estágio durante praticamente todo o curso, segundo o jovem profissional, foi o que possibilitou a vasta experiência e colocação rápida no mercado. "Com os estágios nas indústrias farmacêuticas que consegui realizar durante a graduação, meu currículo com certeza abriu as portas para que que eu continuasse com o meu objetivo, que é atuar na indústria farmacêutica e ainda dentro da área de meu interesse, Garantia da Qualidade".
Jovem, formado, com emprego na área. Esse é o sonho de praticamente todo o formando de qualquer área. Porém, recentemente ele escolheu sair do emprego para fazer um intercâmbio na Irlanda, ainda esse ano. "A decisão de fazer este intercâmbio está diretamente ligada ao crescimento profissional, pois hoje o mercado de trabalho da indústria farmacêutica tem como critério o domínio do inglês".
Apesar de parecer incerto deixar um trabalho na área para estudar inglês durante um ano, ele garante que o curso escolhido oferece inúmeras possibilidades. "A graduação do curso de farmácia oferece uma vasta gama de oportunidades de carreira em diversas áreas. Então, pelo que acompanhei da carreira dos meus colegas de curso, posso falar que cerca de 50% ou 60% conseguiu e optou pelo mercado de trabalho, trabalhando em indústrias farmacêuticas e farmácias comerciais por exemplo". Outra parte dos colegas, segundo ele, seguiu com os estudos em mestrado e também em residência, procurando uma especialização nas áreas que mais lhes atraiam.
A namorada de Vitor, Mayara Milek Stanganelli, de 26, também formada em Farmácia na UEL em 2013, está seguindo o mesmo caminho. Também contratada pela empresa onde fazia estágio durante o último ano de graduação, ela está seguindo para o mesmo intercâmbio na Irlanda. "A princípio, o intercâmbio é para crescimento pessoal. Mas é fundamentalmente para aprender inglês para uso na área profissional, visto que é um requisito na maioria das vagas de emprego em indústria farmacêutica", confirma. Ela acrescenta que a experiência internacional na área farmacêutica é um diferencial, principalmente nas empresas multinacionais. "Espero fazer especialização, me desenvolver e me estabilizar em uma grande empresa multinacional", salienta. (P.B.O.)





