A construção civil é uma das áreas que mais se beneficiou com o surgimento do desenho 3D. Mas os profissionais de arquitetura e engenharia não são preparados para lidar com isso, o que faz com que as empresas desse segmento busquem designers para a tarefa. "Na graduação, ninguém mostra que o 3D é um mercado possível. Os cursos estão defasados, não acompanharam essa evolução", afirma o arquiteto Rodolfo Segura, um dos donos da Kaaza, empresa especializada em projetos em 3D para o mercado imobiliário.
Segundo ele, a maior parte dos profissionais que fazem os projetos arquitetônicos tridimensionais não é arquiteto. "Muitos alunos de arquitetura têm buscado essa capacitação por fora da graduação. Mas a maioria dos profissionais ainda é designer", conta. Segura afirma que cerca de 80% dos arquitetos já não trabalham com projetos 2D. "O cliente não quer mais desenho técnico. Ele quer ver o projeto em 3D para saber como vai ficar."
Como o número de empresas especializadas em computação gráfica para construção civil ainda é pequeno em Londrina – a Kaaza é uma de duas que existem hoje, segundo Segura –, muitos arquitetos recorrem a profissionais autônomos. "É um mercado que cresce muito e tem bastante espaço para quem é capacitado", afirma o arquiteto.
Quem quer se capacitar em projetos 3D para trabalhar no mercado imobiliário precisa conhecer os softwares mais populares utilizados no segmento. "O AutoCAD é universal, precisa conhecer. Mas, profissionalmente, o mais utilizado hoje é o 3D Max, que é do mesmo fabricante. Muitos arquitetos usam também o Sketchup, com resultados muito bons de imagem", conta Segura. Outro programa essencial para esse tipo de atividade, segundo ele, é o V-Ray, o mais utilizado para renderizar o projeto. (J.G.)

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