O acesso à internet vem crescendo no Brasil, nos últimos anos. Algumas pesquisas apontam que o País já é o terceiro em número de usuários ativos da grande rede. Sites de relacionamento social, como o facebook, têm se tornado um espaço livre tanto para quem quer apenas expressar pensamentos, ou mesmo, para aqueles que querem fazer promoção pessoal.
Certo é que o modo de se comportar no universo on-line pode ter influência direta na construção da carreira profissional. A consultora e coach empresarial, Roselake Leiros, lembra que o conteúdo postado não volta atrás e as escolhas devem ser bem pensadas. "As pessoas esquecem que quando postam algo, estão falando com o mundo. Há direitos e deveres, e é preciso a consciência de que o profissional está ali criando a imagem dele e a de outros", define. "Não há um ser pessoal e um profissional. O indivíduo é um todo e suas ações vão refletir em toda sua vida", completa.
A consultora defende que a internet é uma poderosa ferramenta de comunicação, com acesso rápido e prático e pode ser muito bem explorada pelos profissionais que visam o melhor para sua carreira. Roselake destaca que, principalmente, as redes sociais já estão sendo utilizadas por algumas empresas para análise do perfil dos candidatos, em casos de dúvida durante a disputa de uma vaga. De acordo com ela, isto ainda ocorre de maneira incipiente, mas pode se tornar comum nos próximos anos, por isto, ter cuidado com o que está sendo postado faz a diferença.
Analisar bem o conteúdo do comentário antes de dispará-lo, escolher as fotografias em que o profissional aparece, e criar um e-mail de trabalho que transmita seriedade são algumas formas que passam a impressão uma boa imagem, segundo a consultora. "Quanto aos comentários, vale analisar, desde os possíveis erros de grafia, até se o conteúdo não é ofensivo e possa gerar um mal-estar", orienta.
A gerente de RH da Admita Recursos Humanos, Thaís Monteiro, argumenta que, mesmo trabalhando na área de recrutamento de pessoas, procura não se prender muito ao facebook por acreditar que o site não reflete exatamente o perfil de um profissional. "Entendo essa rede especificamente como sendo utilizada para a diversão e nem tudo o que está ali condiz exatamente com o comportamento do indivíduo", aponta.
Embora faça ressalvas específicas ao facebook, Thaís destaca a importância de outras redes, como o LinkedIn, onde os profissionais costumam postar suas qualificações profissionais, justamente para o conhecimento dos recrutadores.
Opinião semelhante tem a gerente de Recursos Humanos, da Angelus Produtos Odontológicos, Maria Ester Falaschi. Ela diz que evita o site de relacionamento como parte do método seleção, embora reconheça que algumas empresas já se utilizam desta ferramenta.
Por causa desta percepção, ela defende que um profissional que espera ser bem sucedido no uso das redes sociais, precisa se atentar ao tipo de comportamento que adota na grande rede. "O profissional precisa alinhar seu comportamento de acordo com os seus objetivos de vida".
Maria Ester orienta, por exemplo, que o profissional controle melhor suas configurações de privacidade e defina bem que tipo de conteúdo vai postar e quem terá acesso ao que foi divulgado em sua página. "O usuário tem que ter a consciência de que o que vai ser postado será lido por amigos, familiares, e até mesmo o empregador. E isto pode repercutir de formas diferentes".
A gerente de RH também aponta para a tendência de que o comportamento individual na internet ganhe cada vez mais espaço na contratação de mão de obra qualificada. Como exemplo, ela cita que já utilizou a rede para divulgar a existência de uma vaga de emprego e acabou entrevistando excelentes profissionais.

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