Curitiba - Especialistas em recursos humanos ouvidos pela reportagem afirmam ser muito raros os casos de empresas que pagam o funcionário durante o período sabático. A concessão é mais comum nas grandes empresas, com mais condições de ceder. Elas podem dividir o serviço do funcionário entre outras pessoas, sem precisar contratar substituto. Em médias e pequenas empresas, a solução caseira torna-se mais difícil.
Mas os profissionais em RH fazem uma ressalva: a pessoa precisa ver se é realmente necessário. O empregado deve evitar passar por um período sabático só pelo modismo. Além disso, é preciso estar embasado economicamente e definir exatamento o que se quer fazer.
André Iark e Deni Belotti dão algumas dicas de como pôr em prática um período sabático. ''É preciso ter muito planejamento, principalmente financeiro, pois durante esse período você provavelmente não terá remuneração. Outras recomendações são determinar exatamente para onde ir, não ter medo, não deixar para depois e não se privar de nada. É importante aproveitar ao máximo, conversar com muitas pessoas, conhecer lugares'', aconselha Iark.
Deni Belotti acredita que o período sabático deve ser usado para buscar conhecimentos que vão além do trabalho. ''Eu creio no sabático como um período de ruptura com aquilo que você construiu na sua carreira, ele serve para conhecer outras coisas. Se você faz um mestrado, você está pensando na sua carreira. Eu acredito mais em buscar crescimento pessoal'', argumenta o consultor.
Segundo Belotti, outra recomendação é ter em mente que o período sabático é benéfico - e não pensar que se trata de ''desperdício'' de tempo. ''Você não pode passar esse período lembrando que está ficando um ano desempregado. O mercado é muito volátil, se você fica um ano fora, é esquecido. Quando volta, você tem que saber se encaixar'', diz ele. (F.G.)

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