O mercado de trabalho tem sofrido modificações, suas exigências se tornam maiores a cada dia independente do perfil profissional, seja para quem busca o primeiro emprego, ou para o profissional experiente. O desenvolvimento tecnológico e as mudanças no cenário econômico global impuseram uma nova realidade à todos.
As empresas, em sua maioria, não estão dispostas a contratar e pagar um bom salário à profissionais que têm anos de experiência, preferem contratar mão de obra mais barata.
Conforme evolui a carreira, a possibilidade de trabalho começa a ficar restrita. Nesse ponto é preciso coragem para a tomada de decisões e mudanças significativas como a abertura de seu próprio negócio. E foi isso que o consultor de empresas Edmilson Palermo, da Adviser Negócios, fez.
Ele e dois amigos, focados na visão de que nos próximos anos o Brasil seguirá uma forte tendência dos Estados Unidos, Canadá e de muitos países europeus - onde profissionais com alto conhecimento em finanças, negociação estratégica e análise de mercado, ajudam a realizar compras e vendas de empresa. ''Resolvemos unir nossas experiências e ajudar pessoas que querem mudar de ramo. Nos tornamos intermediadores de empresas'', diz Palermo.
Ele explica que se engana quem pensa que são apenas empresas 'quebradas' que são negociadas. ''O que leva uma pessoa a se desfazer de seu negócio nem sempre é a vida financeira do empreendimento. O cansaço físico, a dissolução de sociedades, saúde debilitada, divórcios e a necessidade de captação de recursos para inovação de novos projetos são motivos comuns'', explica o administrador Jorge Anelli, da Adviser.
Uma dica repassada pelos consultores para quem está pensando em vender uma empresa é nunca expô-la em anúncios e classificados. ''Isso gera mais transtorno do que retorno. Quando você fala aos quatro cantos que está se desfazendo de um negócio, colabora para a diminuição do nível de produção dos funcionários, podendo até gerar ações trabalhistas. O concorrente que sabe que o negócio é viável trabalhará para desvalorizá-lo. Gera um descrédito perante os clientes, que aos poucos vão deixando de procurar o estabelecimento'', explica Anelli.
Vantagens
Quando você compra uma empresa em funcionamento, evita-se desperdício de tempo que uma nova empresa leva para ser aberta, um prazo estimado de 120 dias, além da economia com a documentação.
''Se a empresa sobreviveu ao mercado em seus dois primeiros anos de funcionamento, ela já foi testada e está resolvida, tem em mãos carteira de clientes e fornecedores, local de estabelecimento, está divulgada e consolidada perante o mercado e isso facilita o processo de quem irá comprá-la'', frisa Edmilson.
Um outro aspecto apontado pelos consultores para a consulta de intermediadores de negócios é a questão do empreendedorismo. ''O Brasil nunca educou a população que está migrando do emprego para ser empreendedor. Existe muita mão de obra entrando no mercado que precisa ser treinada para ter sua vocação empreendedora despertada e não correr o risco de fracasso por conta desse despreparo'', diz Anelli.
O despreparo empreendedor, como explica Anelli, faz com que os empresários não consigam prospectar o real gasto que uma empresa gerará no tempo necessário para seu ponto de equilíbrio financeiro. ''Elas calculam de forma errônea e quando se dão conta não há mais nada a se fazer a não ser vender a empresa'', aponta.
O papel dos intermediadores, de acordo com os consultores, é fazer um laudo da empresa para verificar sua lucratividade e potencialidade de mercado. A equipe é formada por contadores, administradores de empresas com ênfase em comércio exterior e em finanças e controladoria. ''Realizamos uma consultoria por sucesso, analisamos se ela está documentalmente apresentável para a venda, entre outros fatores. Se o negócio não for firmado, não há valor a ser pago. Caso aconteça, um percentual de valores é acordado entre as partes'', finaliza Palermo.

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