Competitividade abre caminhos
Ao pensar em outros mercados, o fator competitividade requer muita atenção. É necessário que as empresas façam uma análise e busquem ferramentas para ter sucesso lá fora. É certo, entretanto, que uma parcela da competitividade não cabe às empresas.
Há uma responsabilidade de políticas governamentais, que podem ou não favorecer essa atuação no exterior. Esse ponto de vista é compartilhado por Lucimara Trevejo, especialista em internacionalização de empresas.
Segundo ela, um ponto de dificuldade que afeta muito a competitividade das corporações brasileiras no ambiente externo é a falta de acordos comerciais entre o Brasil e outros países. "Hoje, temos praticamente o Mercosul como um grande acordo que favorece as empresas para os países do bloco, mas além disso são muitos poucos os acordos", acrescenta.
No ranking de participação no comércio internacional, segundo uma publicação da CNI, o Brasil ocupa a 25° posição, ficando atrás da Arábia Saudita, Bélgica e México. Porém, ao deixar esse âmbito macroeconômico, pode-se afirmar que existem alternativas internas ao alcance das empresas e que não necessitam de grandes investimentos.
Tais como a atuação em nichos de mercado e o fair trade, ou seja, a oferta de produtos com valor agregado, chamado de comércio justo. "Por exemplo, existe mundialmente uma demanda para produtos sustentáveis, que tenha o selo de sustentabilidade e que respeite o comércio justo, ou seja, que remunere de forma justa toda a cadeia produtiva", afirma.
Em relação ao nicho de mercado, ela reforça que uma empresa não será competitiva se tiver um concorrente que é uma grande corporação. Pois com isso, segundo ela, o fator será baseado no preço.
"Isso é uma estratégia que a gente não recomenda, mas para uma pequena empresa, se ela identificar um nicho de mercado e puder atuar nele, oferecendo produtos diferenciados, é uma das possibilidades", diz.
Ainda de acordo com Lucimara, mercados como o europeu, por exemplo, já valorizam esse tipo de produto e a concorrência nesse setor é muito menor. "As empresas conseguem sim, se ajustar tanto para o comércio justo quanto para produtos sustentáveis. Temos praticamente 200 países no mundo, então é muito possível que em algum lugar elas terão oportunidade para colocar seus produtos", conclui.(M.O.)






