Comodismo provoca frustrações
Elzemar Coelho, 47 anos, trocou a profissão de coreógrafa pela de técnica de idiomas. Para ela, trabalho não pode ser sinônimo de obrigação. ''Tudo que faço, faço por prazer. Fiquei muitos anos morando fora do País e quando retornei percebi que na coreografia teria uma atividade penosa, o mercado brasileiro nessa área ainda é difícil. Sobreviver dele seria impossível, optei por algo que também amo: ensinar idiomas'', conta.
Para ela, poder repassar o conhecimento adquirido pelos países que passou é gratificante. ''Ensinar isso para o aluno é um prazer. Profissionalmente fazer uma coisa que se gosta é raro e isso satisfaz '', comemora.
A frustração, para Ezelmar, não está atrelada ao dinheiro. ''Está diretamente ligada ao comodismo. Conheci 12 países e meus pais não tinham condições de me bancar. Minha mãe era lavadeira e meu pai saqueiro. Corri atrás dos meus sonhos e hoje sou uma profissional realizada'', comemora. ''As pessoas que não evoluíram vão sentir-se frustradas, insatisfeitas e estressadas. Essas pessoas se acomodaram com a profissão e não quiseram melhorar de vida no que lhe davam prazer. Por isso existe esse alto nível de estresse e de frustração'', dispara.
O cabo do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, Francisco Luiz Viana, 26 anos, também vê seu trabalho como sinônimo de satisfação. E o que mais colabora para isso é o fato de poder ajudar pessoas e de não haver rotinas em suas atividades. ''Cada acidente é único e te leva a raciocinar para agir. Não há nada que me dê mais satisfação do que socorrer um acidente, resgatar uma pessoa no mar no início de um afogamento ou tirar alguém do meio das ferragens'', diz. ''É uma situação que não tem como descrever. Você se sente valorizado por saber que seu corpo é o instrumento de trabalho responsável por salvar uma vida'', comemora. (K.A.)





