Entra ano e sai ano e as promessas de mudanças são uma realidade constante. Novas metas e objetivos são traçados para serem colocados em prática na vida pessoal e profissional. Mas a incerteza quando o assunto é onde se deseja chegar profissionalmente povoa a mente de muitas pessoas. As cobranças, com relação à carreira, acontecem cada vez mais cedo. Aos 18 anos, idade em que a maioria dos jovens entra na faculdade, muitos deles não sabem o que querem fazer para o resto da vida, quando o assunto é trabalho.
Conciliar a vida pessoal e profissional sem deixar de lado as habilidades e competências que precisam ser desenvolvidas. Estar sempre disposto ao aprendizado e a acertar os pontos negativos que precisam ser trababalhados. Dar e receber feedback. Essas são algumas das dicas que especialistas consultados pela FOLHA repassam aos profissionais que querem planejar bem a carreira e fazer de 2012 um ano de sucesso profissional.
De acordo com a especialista em comportamento humano Branca Barão, de São Paulo, ser maleável para quem está iniciando a carreira é a dica; e não esquecer, é claro, de se planejar. ''Quanto mais flexível no início de carreira a pessoa for, maior a chance de encontrar o caminho certo a se trilhar. Quando não se tem ideia de onde ir, fazer diferentes cursos e conhecer profissionais de áreas distintas para ver se algo a atrai profissionalmente pode funcionar'', diz.
Ela acrescenta que definir metas para se alcançar sucesso é essencial. ''É preciso saber diferenciar o que significa ter paciência consigo do que levar uma vida de procrastinação. Experimentar vários caminhos, aprender coisas novas não é o mesmo que não sair do lugar. Para isso as metas são fundamentais e precisam ser possíveis de serem alcançadas'', diz. ''Sem metas a vida nos leva e depois não adianta reclamar. Pessoas que sabem onde querem chegar têm muito mais chances de conseguir bons resultados'', avalia.
Dar e receber feedback também tem fundamental importância no processo de planejamento de uma carreira. Branca explica que quando uma pessoa ingressa no mercado de trabalho não basta apenas saber o que faz. ''É preciso saber como seus colegas e superiores o veem para aprimorar o comportamento e os relacionamentos'', orienta.
O especialista comportamental Dalmir Sant'ana, de Santa Catarina, concorda que é preciso saber onde se quer chegar para obter resultados satisfatórios. Ele explica que é muito comum perceber que algumas pessoas demonstram incertezas em saber para onde querem ir, por isso nunca conseguem alcançar seus objetivos profissionais e ficam frustradas. ''Meta não é mais onde quero chegar, mas onde preciso chegar. Como diria Sêneca, 'Não há bons ventos para uma nau que não sabe para onde ir'. A frase é um importante princípio a ser aplicado para construir um planejamento e definir pontuais objetivos'', diz.
Nesse sentido, confiar mais no potencial, nas competências individuais, nas habilidades e na vontade de superar desafios é imprescindível para definir onde chegar e sentir o gostinho da vitória.
Permanecer atento e perceber as mudanças que acontecem no mercado de trabalho para se antecipar às novas tendências, prever cenários e observar possíveis riscos de desempenho colaboram para se traçar um planejamento. Para tanto, o especialista recomenda a visualização das metas. ''Não deixe suas metas apenas na mente. Escreva-as, desenhe ou fotografe. Quando se visualiza o objetivo, o desejo de realização torna-se acentuado e eleva o grau de comprometimento'', acrescenta.
O especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki, de São Paulo, acredita que desenhar o planejamento profissional começa buscando as respostas de quatro perguntas fundamentais, como: 'Onde quero chegar?' 'Onde estou?' 'Como chegar lá?' 'Como estou evoluindo?'.
Ele explica que assim como em um GPS, é preciso ter o destino claro antes de sair de qualquer lugar. ''Depois disso devemos mapear nossa realidade para saber quais recursos temos em mãos e o que teremos que buscar'', avalia.
Para chegar ao ponto desejado na carreira o especialista aconselha traçar a estratégia e definir as táticas, avaliando se é melhor buscar o conhecimento de um novo idioma ou se especializar em uma área de atuação. ''Com os indicadores corretos fica mais fácil saber se estamos evoluindo ou se nosso plano se tornou, mais uma vez, uma utopia'', diz.

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