Começo de uma nova vida
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de junho de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
A aposentadoria é responsável por marcar um momento de transformação na vida das pessoas. Afinal, a partir desse momento, o trabalhador deixa o mercado de trabalho e tem o tempo livre para fazer o que quiser, certo? Deveria ser assim, mas na maioria dos casos não é o que ocorre. Para usufruir da condição de aposentado sem ''dores de cabeça'' é preciso se preparar com antecedência, tanto mental como financeiramente.
A professora de Psicologia do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Alba Maria Mattos Costa, classifica o momento como uma situação de perda, onde o indivíduo terá que lidar com a sensação de não ser mais útil e por deixar seu posto no mercado de trabalho.
Segundo ela, em um primeiro momento o ex-trabalhador talvez pense que esta é a hora de realizar coisas que nunca teve oportunidade enquanto esteve ocupado com suas funções. ''Até gera uma empolgação (os primeiros momentos da aposentadoria), mas quando o aposentado se depara com um dia após o outro e vê que não é bem assim, isso pode gerar quadros de depressão e ansiedade. É preciso estar atento e saber como agir'', atesta a professora.
Medidas simples, de acordo com a professora, podem ser a saída para um envelhecimento saudável. A aposentadoria precisa ser encarada como um momento de redescoberta. ''Estando com saúde não há idade para começar algo que sempre se quis fazer. Talvez voltar a estudar, se inserir em novos grupos. É preciso se sentir ocupado com algo que dê prazer'', revela.
A ''chave'' para estar com a cabeça em dia e pronto para as novas perspectivas que serão proporcionadas pela aponsetadoria, podem estar conforme Alba, no preparo com antecedência. ''Posso começar antes meu preparo, com relação à saúde. A velhice é para ser curtida, e o planejamento é importante para que ela seja bem vivida'', argumenta.
Mas, não só a saúde corporal que pode fazer a diferença para uma aposentadoria tranquila. O bem-estar da vida financeira também é importante. Para o professor doutor em economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Carlos Roberto Ferreira, no entanto, o brasileiro de forma geral não faz os ajustes necessários para isso. ''Estamos avançando no sentido de uma educação financeira, mas essa mudança de comportamento está em um estágio inicial'', aponta
O teto da aposentadoria estipulada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gira em torno, hoje de R$ 3,9 mil e para quem planeja ter uma renda extra o professor dá dicas básicas. ''Não é todo mundo que consegue o teto da aposentadoria e se quiser um complemento da renda precisa se programar o quanto antes'', alerta.
O primeiro passo é ter um controle dos gastos mensais. Aqui é fundamental trabalhar, segundo o professor, com anotações. ''Só colocando no papel se terá a noção exata do quanto se gasta. Isso será bom até mesmo para que se possa cortar gastos desnecessários, caso exista algum'', orienta. ''Quanto mais cedo se preocupar com poupar melhor. Por volta dos 30, 40 anos também é possível fazer, mas o sacrifício será maior'', completa.
Tornar as anotações um hábito proporcionará ao trabalhador poupar dinheiro e nesse processo vale a pesquisa, conforme Ferreira. Atualmente são muitas as formas de investimento oferecidas pelos bancos e cada instituição tem um prática diferente de valores. ''Existem diversos produtos e as regras são claras, cabe o indivíduo fazer uma pesquisa e ver qual é a forma que mais lhe atrai''. determina.


