Com tempo, aposentados fazem planos
Aproveitar a aposentadoria para realizar planos de vida, curtir mais a família e se divertir. Esse é um sonho para muitas pessoas e tem sido a tônica da vida da professora Margaret do Carmo Fiorelli. Ela começou a receber o benefício aos 48 anos e hoje com 65, Margaret faz um balanço positivo da vida. E se diz contente com o que conquistou nesse período.
A ex-professora revela que ficou meio perdida nos primeiros dias depois de deixar a sala de aula de forma oficial. De repente surgiu a oportunidade de dar aulas em um curso promovido pela Igreja Católica em diversos bairros da cidade. ''Com isso continuei dando aula e foram aparecendo outras oportunidades. Fui me dedicando em outras áreas da educação e evolui como pessoa'', relata.
Entre as conquistas da professora, está uma especialização em Literatura e o início de um mestrado, interrompido pelo nascimento de um de seus quatro netos. ''Pretendo continuar, mas tinha que priorizar a família e resolver outras coisas. Dizem que ser avó é a sobremesa da vida e tento curtir isso também'', diz, cheia de humor.
O cuidado com a saúde também é prioridade para a aposentada que procura praticar exercícios com regularidade e manter a mente ocupada. Ela procura estar sempre ''antenada''. ''Uso bastante a internet para conversar com amigos que fiz ao longo da vida e que estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Também tenho um blog onde escrevo crônicas'', conta. ''Tenho o projeto de ainda lançar um livro de contos e crônicas'', projeta.
O advogado Firmino Sérgio Silva, que se aposentou aos 47 anos continua trabalhando até hoje, aos 64. Ele procurou reduzir a carga horária e prioriza distrações como viagens. ''Se quiser manter um padrão de vida é preciso continuar trabalhando. Como tenho saúde, optei por seguir uma rotina só que mais flexível'', esclarece. ''Estou sempre caminhando para cuidar da saúde e viajando. A aposentadoria tem que ser aproveitada'', diz (V.F.)





