Deixar mais clara a maneira de proceder diante de algumas situações inerentes a profissão. Essa é uma das principais contribuições do Código de Ética e Disciplina aprovado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR), na opinião da coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Norte Paraná (Unopar), Carina Nogueira.
De acordo com ela, o documento promove a valorização do profissional, pois torna condenável a prática da Reserva Técnica (RT) – quando um fornecedor comissiona um arquiteto após uma venda que ele tenha recomendado ao cliente. "Muitos arquitetos baixavam o preço de seus projetos pois ganhavam em cima das comissões. Isso torna a competição de mercado algo desleal. Agora o código promete punir essa conduta e o cliente pode confiar no trabalho que o profissional irá prestar", projeta.
Ainda segundo ela, o regramento trata de questões ligadas ao meio ambiente, algo comum ao dia a dia dos arquitetos e urbanistas, mas que ainda não era amplamente abordado por nenhum documento regulamentador da profissão. "Há um artigo específico sobre meio ambiente que isso é importante. Outra vantagem é que novas atuações dos profissionais estão surgindo e o próprio código permite ser atualizado".
Opinião parecida tem o representante do CAU-PR em Londrina, arquiteto André Sell. Ele acredita que o conteúdo deve ser transmitido em sala de aula e seus parâmetros discutidos para que os novos arquitetos e urbanistas cheguem ao mercado conscientes de suas responsabilidades. "O código é fundamental na consolidação do conselho. Antes de ser aprovado, ele foi amplamente discutido e, por isso, levou algum tempo para sair", comenta.

mockup