Embora o trabalho com massas frescas possa soar como novidade para Londrina, aqui mesmo na cidade é possível encontrar quem revenda alimentos ''porta a porta''. Há cerca de três anos, Adélia de Oliveira Mendes iniciou na modalidade. Hoje ela representa quatro empresas e seu cardápio além das massas conta com pão de queijo e salgados.
A revendedora lembra que tinha um comércio e depois de fechá-lo entrou no mercado do ''boca a boca''. Ela relata que como toda profissão há desafios. ''É cansativo, o vendedor precisa conquistar o cliente, ganhar sua confiança, não é um trabalho fácil'', aponta.
Mesmo com as dificuldade, no entanto, Adélia garante que não pensa em deixar o ramo. ''Apesar de tudo, é compensador e muito gratificante, fiz várias amizades. Penso em futuramente formar uma equipe'', planeja.
Ganhar dinheiro batendo de porta em porta para oferecer produtos pode mesmo dar certo, que o diga revendedores de cosméticos. Maria José Córdoba foi convidada por uma amiga há 16 anos para revender inicialmente Avon. Hoje ela tem sua própria loja de pronta entrega de produtos de beleza. ''Além da Avon trabalho também com Natura. Foi muito bom começar porque melhorei a autoestima e com o tempo conquistei independência financeira'', conta.
Com uma clientela fiel devido ao tempo de trabalho, Maria José acredita ser interessante entrar para o ramo alimentício ao formato de venda direta e aponta a praticidade como o principal argumento. ''Hoje tanto o homem quanto a mulher precisam de praticidade e a venda direta possibilita isso porque geralmente são produtos de rápido consumo e entregues em casa. Costumo dizer que sem perfume e sem comer, ninguém fica'', brinca.
Também executiva de vendas há alguns anos, Shirley Lopes, revela que começou a trabalhar com isso quando atuava em salão de beleza. ''Uni as duas coisas e como a revenda direta deu certo resolvi priorizar esse trabalho. Hoje vivo das minhas vendas'', esclarece.

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