No ano passado, neste mesmo período, era realizado o 2º Censo da Diversidade, com 187.411 bancários (40,8%) de 18 bancos públicos e privados de todo o país. O objetivo era levantar o que mudou no comportamento dos bancos após o primeiro Censo, realizado em 2008.
Neste primeiro levantamento, já havia sido revelado um alto grau de discriminação no setor financeiro. "Não se tem o mínimo de negros atuando em bancos, em especial às mulheres", diz o diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Empregados em Estabelecimentos Bancários e Similares ou Conexos de Londrina e Região, Jair Sanches Sambudio.
Para ele, a realização do Censo já é uma grande conquista, pois o primeiro desafio era provar que o sistema financeiro praticava discriminação institucional. "No ano passado, tivemos outra conquista que foi inserir questões do LGBTI. Hoje esse debate tem se tornado mais comum. Muitos funcionários estão assumindo a orientação, inclusive no sindicato", diz.
De acordo com os dados, 1,9% dos entrevistados se declararam homossexuais e 0,6% bissexuais. Já 12,4% preferiram não responder. "A CUT Brasil, em especial de grandes capitais, são mais evoluídas nesses debates, mas temos representação nas marchas que ocorrem em todo o País. Estamos elaborando uma cartilha para distribuição visando orientar os trabalhadores sobre orientação sexual e identidade de gênero", afirma. (M.O.)

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