Concurseiros a postos e na cabeça uma meta: Passar em um concurso público e garantir um planejamento de vida alcançando satisfação pessoal e profissional. Isso é o que se constata ao visitar salas lotadas em cursos preparatórios paras as provas.
Querendo se tornar um magistrado estadual, Daniel Marinho Corrêa diz ter descoberto a vontade de ser juiz depois de ter feito estágio na área. ''Os estudos começaram por influência da família. Durante um período fui assessor de juiz e descobri que era isso que eu queria'', diz.
Ele já tentou outros concursos, foi aprovado em um deles, mas no último voltado para a magistratura estadual acabou ''caindo'' por poucas questões ainda na primeira fase. ''Eram cinco mil candidatos para 40 vagas e não consegui. Os cursos preparatórios ajudam a direcionar seus estudos'', analisa ele, que hoje cursa o Sistema de Ensino Luiz Flávio Gomes (LFG).
Também concurseiro, Pedro Holzmann Vallin, almeja assim como Corrêa o cargo para juiz. A necessidade surgiu, segundo ele, por acreditar que o ramo da advocacia já conta com muitos profissionais. ''É caro abrir e manter um escritório e o concurso passa a ser uma saída interessante'', avalia.
Para ele, os benefícios podem ser considerados uma via de mão dupla e com os concursos quem sai ganhando é a população. ''A população precisa de um serviço de qualidade. Hoje são poucos juízes, poucos promotores e muitos processos'', afirma.
Os cursinhos contam com alunos que ainda nem se decidiram qual carreira seguir. Esse é o caso de Isabella Fuentes. ''Ainda não sei o que vou prestar. Às vezes trabalhando como particular sobra pouco tempo para a família. O serviço público garante férias, uma carga horária flexível e um salário relativamente atraente'', pondera.(V.F.)

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