Caráter intuitivo impulsiona competência
Projetando o tema "O Foco Define a Sorte" para o profissional, a filósofa e educadora Dulce Magalhães afirma que a performance sempre será o resultado mais esperado pelas organizações. Sendo realista, ela reforça que as empresas não estão muito preocupadas se o colaborador é voluntário social, uma boa pessoa ou colega de trabalho. "Ela está interessada se você entrega aquilo que foi contratada para entregar. Uma organização é altamente pragmática. As empresas vivem em um universo competitivo e assim, evidentemente, os aspectos mais sutis dos colaboradores não são tão considerados", comenta.
Com mais de duas décadas de experiência em mudanças de paradigmas, ela afirma, porém, que a competência é fruto da performance, que por sua vez, depende do conjunto da pessoa que se é e não só da habilidade que se tem.
"A performance depende de você ser uma pessoa em níveis muito sutis até o mais pragmático. Depende de se ter uma percepção de realidade, do que é interessante ou não, ou seja, procede de um caráter intuitivo. A inovação, o progresso e o empreendedorismo surgem quando passamos a enxergar soluções e criar condições que vão além do momento-circunstância", sustenta.
Ainda de acordo com ela, é essa sutileza e o imaterial que trarão as pessoas para o concreto, isto é, que darão resultados e as levarão à realização. "Mas tudo tem que ser dosado. As novas gerações desejam uma vida de maior satisfação profissional, antes mesmo do salário, mas há, ao mesmo tempo, muita impaciência. É necessário ter um exercício de paciência e plantar e colher na mesma proporção", salienta. (M.O.)





