"Me considero bastante competitiva e acredito que essa é uma característica fundamental para quem busca crescer no mercado de trabalho." A afirmação é de Edineia Martins, de 40 anos, diretora-executiva de finanças da JTEKT Automotiva Brasil, em Curitiba, multinacional japonesa do setor automotivo especializada na produção de sistemas de direção para veículos leves.
Para Edineia, a busca pela qualificação é importante, entretanto, ela aponta que é necessário procurar algum diferencial para se destacar no meio de tantos profissionais. "Não basta apenas ter um certificado para incluir no currículo. É importante identificar suas principais habilidades e saber colocá-las em prática. Você pode ter excepcionais qualidades técnicas, mas se não sabe direcionar seus pontos fortes em favor da empresa em que está, isso pode acabar te prejudicando", reforça.
Formada em Ciências Contábeis, pós-graduada em Controladoria e Finanças e com MBA Executivo em Finanças Empresarial e mestrado em Gestão de Pessoas, Edineia começou na empresa no cargo de analista de custos, em 2002. Também atuou como supervisora, gerente financeira e de contabilidade, gerente de gestão de pessoas, de tecnologia da informação e de compras.
Ela conta que em duas ocasiões procurou o auxílio de um coaching antes de assumir a nova posição dentro da empresa. Na primeira oportunidade, quando passou de analista a gerente e, em seguida, quando assumiu o atual cargo de diretora-executiva de finanças. "O trabalho desenvolvido em parceria com o coaching diminuiu o ponto cego, ou seja, você identifica seus pontos fortes e direciona o seu potencial, suas habilidades, da maneira certa. Por isso para mim foi fundamental ter este respaldo. Todos os dias você tem que tomar decisões rápidas e precisa saber se posicionar", afirmou.
Vencedora do Prêmio Equilibrista 2013, do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (IBEF-PR), Edineia Martins faz questão de ressaltar que o grande desafio do executivo da atualidade é acompanhar a dinâmica do mercado. "Com o aumento da competitividade, as empresas precisam produzir cada vez mais, e o diferencial, neste caso, ganha espaço.
Atualmente os jovens estão preocupados em fazer curso daquilo, disso, falar inglês, pós-graduação, e isso é importante. Em compensação, boa parte deles não consegue ter o desempenho esperado em relação à inteligência estratégica, que é saber trabalhar em conjunto, apresentar soluções rápidas e eficazes para problemas. Isso é fundamental para conseguir crescer no mercado. Então aqueles que são competitivos acabam se destacando porque buscam alternativas além daquelas convencionais", ressaltou.(R.C.J.)

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