Brasil precisa de capacitação para acelerar transição energética
Luiz Marinho destaca a necessidade dos trabalhadores terem capacitação para projetos e empresas mais sustentáveis
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sexta-feira, 14 de novembro de 2025
Luiz Marinho destaca a necessidade dos trabalhadores terem capacitação para projetos e empresas mais sustentáveis

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira (14), durante a COP30, que o Brasil vive uma “urgência” em acelerar a transição energética e, ao mesmo tempo, preparar os trabalhadores para essa nova realidade. A declaração foi feita no painel “Programa Mover, eletrificação e criação de novos empregos”, realizado no auditório da embarcação JAQ H1, primeiro barco-escola a hidrogênio do mundo, exposto durante a COP30 na Estação das Docas, em Belém (PA). O barco integra o projeto JAQ Hidrogênio, idealizado pelo Grupo Náutica em parceria com Itaipu Parquetec, GWM, Heineken e Artefacto.
O Ministro também chamou atenção para a necessidade de adaptar as condições de trabalho a um cenário climático cada vez mais quente. Segundo ele, a revisão de normas de segurança e ações coordenadas entre governo, empresas e sindicatos são fundamentais para proteger quem atua na área. “Temos que pensar no cidadão que está trabalhando. Quem realmente sofre é o trabalhador que, todos os dias, precisa exercer suas atividades sob calor”, enfatizou. Marinho citou medidas como pausas para hidratação, jornadas mais flexíveis, roupas adequadas e melhor planejamento das tarefas como iniciativas simples que reduzem riscos sem comprometer a produtividade.
BARCO A HIDROGÊNIO
Idealizador do projeto JAQ Hidrogênio e presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik destacou a iniciativa como realidade cada vez mais próxima das empresas. “O JAQ H1 é uma demonstração concreta de que a descarbonização da navegação não é um discurso distante, mas uma escolha de investimento e de prioridade. “Lançamos essa ideia ao mundo a partir da Amazônia e esperamos que este seja apenas o primeiro passo de uma substituição em escala, em que cada motor a diesel trocado por uma solução limpa represente menos emissão, mais inovação e um ganho real e mensurável para o planeta e para as próximas gerações”, destacou.
O painel contou ainda com a participação de um diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e de Daniel Conte, da GWM Academy, que discutiram as oportunidades de geração de empregos qualificados em áreas como eletrificação de frotas, novas tecnologias de propulsão e fabricação de componentes para a mobilidade sustentável.
Ancorado na Estação das Docas, o JAQ H1, foi projetado como um laboratório flutuante voltado à educação ambiental e às pesquisas sobre biomas marinhos e fluviais, e integra a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio.
* Com assessoria.


Da Redação
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