'Brasil agora é só para passear e ver a família'
Engenheiro eletrônico formado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Marcelo Jô, 30 anos, está na província do Québec há 3 anos, em companhia da esposa, Tatiane Jô, 28, que é tecnóloga em química industrial.
Eles também foram influenciados pela qualidade de vida e pela segurança para imigrar. ''É incrível poder sair a hora que quiser, andar na rua, passear sem ter medo de ser assaltado, abordado nos semáforos. Nesse quesito, não fazer comparações com o Brasil é impossível'', alega Marcelo.
Indagado sobre o retorno, ele não titubeia em responder que ainda tem muito o que viver e aprender por lá. ''Quem sabe um dia, mas hoje, diria que não voltaria. O Brasil por enquanto é só para visitar e matar a saudade da família que ficou'', garante. Marcelo tem o privilégio de ter um irmão, que também é engenheiro, morando no Quebec há um ano.
O idioma foi e ainda é a maior dificuldade que eles enfrentam. ''Conseguimos falar e entender muito bem, mas não é a mesma coisa que falar em português. Tem as nuances do idioma que toma tempo pra aprender. Como gosto de falar muito na informalidade e uso muitas gírias, fazer isso em francês acaba sendo um pouco complicado, até pegar o jeito'', brinca.
Imigrar, na opinião de Marcelo, não é algo tão simples e fácil. ''Dá trabalho, causa um misto de sentimentos, mas quando conseguimos superar, crescemos na vida e começamos a enxergá-la de outra forma'', finaliza. (K.A.)





