Professora ecoordenadora do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Cláudia Cristina Ciappina Feijó, afirma que nos últimos 12 anos, com o aumento da demanda por empregos verdes, começaram a surgir cursos voltados à área ambiental.
Segundo Cláudia, o gestor ambiental pode trabalhar em grandes empresas nas mais diversas áreas, também em prefeituras. Orgãos e instituições ligadas à defesa e promoção da sustentabilidade, como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa e em escritórios regionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Sanepar e Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).
A professora destaca, entretanto, um forte espaço para consultoria. ''Com o aumento da fiscalização do governo, as empresas têm sentido a necessidade de profissionais que possam orientar e ajudar na destinação correta de resíduos e outros temas ligados a área'', revela. De acordo com ela, o salário do profissional na região está em torno de R$ 3 mil a R$ 4 mil podendo ser superados dependendo da capacitação profissional.
Coordenadora e professora de Ciências Biológicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nilza Maria Diniz, acrescenta que diversas instituições têm buscado acrescentar os temas meio ambiente e sustentabilidade em seus currículos devido a uma mudança de mercado. ''Esse é um sinal dos tempos, uma necessidade que se criou e as disciplinas estão se adequando a isso'', aponta.
Na UEL, a empresa Júnior Bioma é um exemplo de trabalhos voltados à formação ambiental, atuando com reciclagem e destinação correta de resíduos. A Bioma é uma empresa de consultoria ambiental do Curso de Ciências Biológicas, que presta serviços ambientais e desenvolve projetos. Ela atende a micro e pequenas empresas, Organizações Não Governamentais, instituições de ensino, órgãos públicos e municípios.(V.F.)

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