Biomedicina tem mercado amplo
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A Biomedicina vem figurando nos últimos anos como um dos cursos mais concorridos dos principais vestibulares do Paraná. De acordo com especialistas da área, apesar da grande procura, a maioria da população ainda não sabe ao certo qual é o papel do biomédico.
O campo de atuação dos profissionais da área é amplo e diversificado. A função mais conhecida é o desenvolvimento de pesquisas que podem levar à cura de doenças, mas ela é apenas uma das opções que os formados do curso podem optar para trabalhar (leia mais nesta página).
Três das dez graduações de Biomedicina do Paraná são ofertadas por universidades de Londrina (Universidade Estadual de Londrina (UEL), Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e Universidade Norte do Paraná (Unopar)). A coordenadora do curso na UEL, Lucy Megumi Yamauchi Lioni, explica que a falta de conhecimento quanto às funções do biomédico ocorre, em parte, pelo mesmo motivo que levou à implantação do curso no País no final dos anos 60. ''Havia o curso de Medicina, mas faltavam professores para matérias básicas, como histologia, genética e outras'', exemplifica.
Lucy lembra que a graduação em Ciências Biológicas - Modalidade Médica, existiu na UEL entre as décadas de 70 e 80 e tinha como foco análises clínicas, mas acabou sendo eliminada. Em 1999, o curso de Biomedicina foi criado, visando à formação de pesquisadores e docentes.
A coordenadora destaca que o curso da UEL obteve boa avaliação pelo Ministério da Educação (MEC) e se mantém nos últimos anos entre os cinco mais concorridos da instituição. Entre 2008 e 2010, a graduação da UEL ficou entre as cinco melhores do País de 12.574 avaliadas pelo indicador Conceito Básico Preliminar de Curso (CPC). Nesta análise são considerados vários fatores, como desempenho dos alunos no Exame Nacional de Avaliação de Estudantes (Enade), corpo docente e infraestrutura do curso.
No mercado de trabalho, o Biomédico pode atuar tanto na área da docência e pesquisa como em laboratórios de análises clínicas. ''Nós visamos à formação de docentes e pesquisadores. São quatro anos, turmas de 20 alunos em período integral'',informa. ''Para auxiliar quem está entrando a conhecer melhor o curso costumamos realizar palestras. Feiras de profissões que Londrina tem recebido também ajudam muito'', completa.
Na UniFil, o foco de ensino é mais voltado para a área de análises clínicas. A coordenadora Karina Almeida Gualtieri garante que o mercado vive um momento de ascensão. ''Há uma procura muito grande por profissionais principalmente nas áreas de imagem e perícia forense'', garante.
A possibilidade de se trabalhar em pesquisas que buscam encontrar as curas para doenças e os avanços da ciência no campo da genética têm sido os principais atrativos da profissão, na visão de Karina. ''A motivação dos jovens é grande em relação a isso'', complementa.
Na opinião de Karina, a categoria ainda precisa evoluir muito em relação as conquistas trabalhistas. ''Existem cinco grandes áreas do Conselho Federal de Biomedicina e a nossa responde por cinco Estados. A classe ainda precisa se organizar melhor para que possa atender as diversas áreas da profissão.''
O piso salarial, segundo ela, varia entre R$ 1,4 mil e R$ 1,6 mil. Karina reconhece que a formação biomédica é muito ampla, por isso, aconselha os estudantes a procurar por especializações. ''É preciso direcionar o foco para uma das áreas e se qualificar para isso'', enfatiza.
Outra dica para quem deseja ingressar na área é conhecer bem o que cada uma das universidades disponibiliza. ''Como o campo é amplo, o aluno deve pesquisar qual ênfase a instituição pretendida dá ao curso e ver se é com isso que ele deseja trabalhar'', aconselha. (Colaborou Fábio Galão)




