Se por um lado há um aumento do trabalho remoto, por outro há fatores que ainda geram discussão, como em relação ao crescimento profissional, produtividade, interações pessoais e de segurança.
Na pesquisa Global Evolving Workforce, entre os profissionais que trabalham mais da metade do tempo em casa, 42% discorda que a medida limita o crescimento profissional. Porém, 20% concorda que a distância do escritório pode representar uma barreira para a evolução na carreira e os demais 38% não tiveram uma opinião formada a respeito.
Para Izabela Picelli Decarlo, da Criattiva Turismo & Intercâmbio, esse modelo de trabalho não cria barreiras, muito pelo contrário, ele garante uma mobilidade tanto para a empresa e funcionários quanto para os clientes.
Porém, ela diz que é preciso considerar que muitos clientes fazem questão de ter o espaço físico, o contato pessoal, até mesmo por uma questão de segurança. Essa constatação ocorreu há alguns meses, quando ela e a sócia Doren de Andrade Faria resolveram abrir um escritório. "Mas nosso foco sempre foi trabalhar de forma mais flexível", conta ela, que trabalha muito pelo celular e notebook.
"Faço consultoria a domicílio, trabalho muito em casa e também durante as viagens. Isso é possível porque nosso trabalho é feito pela internet, através de e-mails, redes sociais e telefone. Além disso, tem a vantagem de estarmos disponíveis em diferentes horários, o que acaba sendo um atendimento diferenciado", afirma.
Pelo fato da empresa de Izabela atuar no segmento de turismo há essa flexibilidade para o trabalho remoto, mas o consultor do Sebrae em Londrina, Rubens Fernandes Negrão, lembra que a prática não atenderá a todas as áreas e que as políticas internas devem estar muito bem estruturadas.
"É importante também estar atento à legislação trabalhista no que se refere ao home office", completa, ele, reforçando ainda que a medida exige muita disciplina e um profissional pró-ativo. (M.O.)

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