E.S. está há um ano no programa de Reabilitação Profissional. Durante doze anos ela trabalhou num banco de Londrina. ''Eu comecei a sentir dores por conta de esforço repetitivo, mas mesmo assim continuei trabalhando. Até que a situação ficou insustentável e pedi afastamento pelo INSS de 60 dias. Eu voltei ao trabalho, mas as dores voltaram. E dessa segunda vez fui encaminhada para o programa de reabilitação'', conta.
Como E.S., de 36 anos, ainda possui vínculo empregatício com a instituição financeira, os profissionais da Unidade de Reabilitação Profissional buscam que ela continue na empresa. ''Mas está díficil pois a empresa não está aceitando cumprir as exgiências da equipe de reabilitação para que eu volte. Por exemplo, a minha carga horária teria que ser reduzida, teria direito a pausas, metas de trabalho menores, entre outros pontos'', afirmou.
E.S. conta que está sendo pressionada a pedir demissão. ''Já me falaram para me demitir. Além de sofrer com as dores no corpo existe também o lado psicológico'', conta.
Quando se afastou do trabalho, ela ocupava o cargo de gerente de compra. ''Comecei como caixa e fui subindo na empresa. Mas por causa do esforço repetitivo sofri lesões nos dois pulsos e no ombros'', diz. Ela é formada em administração de empresa, possui pós-graduação e também ambid (exigência de instituições financeiras para profissionais que ocupam cargo de gerência de compra). ''Minha situação é péssima e mostra quão importante é a reabilitação e como as empresas precisam conhecer esse processo''.(D.B.)

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