As exigências e a vida de um tripulante
Para fazer parte do grupo de trabalho de um navio, é necessário ter inglês fluente ou intermediário, faixa etária entre 18 e 35 anos, conhecimento profissional ou especialização na área em que deseja atuar, e muita disposição para trabalhar.
O mercado de trabalho para tripulantes na temporada 2010/2011, promete superar a última. O número de empregos diretos e indiretos criados pelo setor deve passar de 39 para 45 mil vagas.
''Estamos procurando 350 profissionais para os setores de recepção, vendas e fotografia, que devem ter inglês em nível avançado, uma vez que esses tripulantes terão contato direto com os passageiros'', explica a turismóloga Milu Leão Duarte, consultora de recrutamento da Infinity Brasil, empresa que recruta brasileiros para trabalhar em navios.
Serão contratados ainda 350 tripulantes para as áreas de restaurante, cozinha, bar e limpeza. Para essas vagas, o inglês intermediário é suficiente.
Pela primeira vez também serão selecionados 360 profissionais para a área de entretenimento de navios, nos cargos de diretor de cruzeiros, recreador esportivo, recreador de adultos, recreador infantil, técnico de palco, técnico de áudio e técnico de iluminação.''Para essas posições, os pré-requisitos são maiores: inglês fluente, experiência de dois anos na área pretendida e formação superior em educação física (para recreador esportivo), turismo, letras ou pedagogia (para recreador infantil).
Tripulante de Sucesso
E nem só de trabalho se resume a vida de um tripulante. Os contratados podem receber encomendas e visitas e conhecer os destinos turísticos propostos pelo cruzeiro. ''Claro que tudo isso dentro do período de descanso de cada um'', garante Milu.
O salário inicial para o primeiro recrutamento varia de 600 a 2.300 dólares. ''A partir do segundo contrato os tripulantes passam a ganhar mais. Os programas oferecem plano de carreira e os salários podem chegar a US$15 mil'', explica.
A receita para um 'up grade' na carreira de tripulante, de acordo com Milu, está relacionada ao desempenho, à dedicação e aos relacionamentos interpessoais. Conseguir superar os momentos de estresse é um bom começo para quem quer ir longe nessa área. ''O prato preferido para um tripulante de sucesso é o sapo. O tripulante que não engole sapo, que briga, reclama das atividades, faz picuinhas, fofocas, chega atrasado para o trabalho, com certeza vai se dar mal'', diz ela.
O desempenho de cada um é medido através de uma avaliação que leva em conta ''as notas dadas pelos passageiros e pela chefia, além do tempo trabalhado e o resultado dos relacionamentos interpessoais. Cada navio tem seu plano de carreira específico e cada departamento tem sua independência, e pode dizer se o tripulante vai ou não subir de cargo'', explica Milu.
Serviço - interessados em conhecer um pouco mais sobre a área, podem se inscrever gratuitamente para a palestra seletiva ''Trabalho em cruzeiros marítimos'', pelo site www.turismoehospitalidade.com.br, que será realizada dia 6 de outubro, a partir das 19 horas, no Senac Londrina.





