Área exige atualização constante
A formação e a atualização do profissional que atua em perícias é fundamental para a conquista do sucesso na área. A fonoaudióloga forense, Adriana Ravaneda, é professora no Instituto Keynes, em Londrina, onde ministra cursos de confronto de voz para peritos. Ela destaca que seus alunos são portadores de diplomas nas mais diversas áreas, entre elas direito, medicina, fonoaudiologia, biomedicina, física, engenharia elétrica, matemática, entre outras. Segundo ela, a perícia na área da comunicação envolve habilidade, experiência e profundos conhecimentos de acústica, fisiologia da fonação, anatomia, linguagem, psicoacústica, informática, dentre outras áreas comuns.
"Após escolher sua área de atuação é de extremo comprometimento do profissional se atualizar, reciclar, aprimorar e capacitar na área escolhida seja ela na área de voz, ambiental, local de crime, cibercrimes, entre outros. Eu indico a pós-graduação em Criminalística, que representa um grande salto para esse profissional", aconselha.
Adriana destaca que ministra o curso em várias faculdades em todo Brasil e também no Equador, além de ter atuado como perita judicial e ser consultora jurídica.
Seu colega de instituição, o advogado Fernando Rodrigues Peres, também ministra aulas no Instituto Keynes e em outras regiões do Brasil. Ele é responsável por ministrar aulas dos aspectos jurídicos da perícia forense computacional e crimes virtuais.
Peres destaca que o conhecimento para atuar na área pode ser requisitado pelo setor privado, sem que haja necessidade de uma ação judicial. "Uma empresa pode desconfiar de que há um vazamento de informações e contratar um profissional para constatar se o problema aconteceu ou não", explicou.
Ele afirma que a carência de pessoas com domínio de técnicas forenses computacionais é muito grande e que os profissionais que dominam esse conhecimento são muito requisitados. (V.O.)





