Aprendizado cultural, profissional e linguístico
Não é de hoje que estudar fora do País é tido como um aprimoramento pessoal e profissional. A afirmação é do diretor de Educação do ISAE/FGV, Antônio Raimundo dos Santos. Ele recorda que desde o tempo do Brasil Colônia, os filhos de grandes coronéis eram enviados para a Europa em busca também de oportunidades.
"Além de aprimorar o conhecimento de uma língua, essa atitude era um importante sinal de que o indivíduo era fidalgo, ou seja, gente de bem", conta Santos, que ao contextualizar com a realidade atual, aponta a facilidade. "Não estamos falando de algo novo, mas que hoje é mais possível", completa.
Outro ponto a ser considerado é que os ganhos dessa experiência são muito valorizados na atualidade. Santos observa que ter uma "bagagem" internacional revela um preparo em três aspectos: cultural, profissional e linguístico.
"No sentido cultural, se aprende a forma como determinado povo conversa, se alimenta, se cumprimenta, entre outros. Esse aprendizado em uma cultura mais adiantada enriquece com certeza", diz.
No que se refere ao conhecimento linguístico, ele reforça que hoje, no Brasil, é extremamente importante que as pessoas dominem idiomas como o inglês, espanhol e francês. "O indivíduo que tem um domínio bom, por exemplo, de inglês, se comunica com qualquer outro profissional do mundo, em via de regra. A maior parte dos países de primeiro mundo, falam a língua deles e mais o inglês", conclui Santos, reforçando que o espanhol tem tido também bastante relevância no Brasil pela questão do Mercosul. (M.O.)





