''Quero saúde e qualidade de vida, e conseguir conciliar trabalho, família e lazer.'' A afirmação é do empresário Rafael Armelin, 31 anos. Exemplo clássico de profissionais pertencentes à geração Y, ele consegue simultaneamente tocar três empresas, sendo duas de entrenimento voltado ao público jovem, e uma do ramo fitness.
Aos 17 anos, Rafael era promoter e organizava festas, além de dar aulas de capoeira. Todo ganho obtido na época foi poupado com a idealização de abrir seu próprio negócio. Ele percebia que trabalhar empregado não era a sua 'praia'. ''Não gostava de trabalhar com horários impostos, queria trabalhar dentro do meu prazo'', conta. Mas nem sempre isso era possível.''Minhas ideias não batiam com a de meu chefe que vinha de uma geração anterior. Sempre quis buscar o novo e trabalhar com imposição é complicado'', argumenta.
Apesar de todo esforço e da formação em administração de empresas, ser promoter já não estava dando certo. ''Quando resolvi ir para os Estados Unidos e mudar de ramo, promovi uma festa, que acabou dando supercerto'', conta. A partir daí foi um passo para ele se profissionalizar e abrir a casa de entretenimento. ''Hoje, percebo que mesmo querendo tudo ao mesmo tempo, é necessário ter foco''.
Nas suas empresas ele mantém funcionários de várias idades, sendo a maioria deles pertencentes a geração Z (nascidos a partir de 1990). A receita para conviver bem com todas as gerações é estar aberto a mudanças, o que, na sua opinião, ameniza muito os conflitos causados pela diferença de idades e personalidades de uma equipe de trabalho. ''Em minha equipe tenho profissionais das três gerações. Do mais conservador ao mais ousado e tive de aprender a lidar com todos'', afirma. (K.A.)

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