Aprofundar e difundir informações, trocar conhecimentos e saber o que acontece na sua área pode ser o caminho para conseguir um novo emprego ou realizar novos negócios.
Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras, são as melhores formas de aproximação e apontam os melhores caminhos para se construir relacionamentos duradouros.
Estamos falando do networking, uma ferramenta que, se bem utilizada, pode oportunizar empregos, informações estratégicas, divulgação do seu trabalho e o enriquecimento de sua vida pessoal e profissional.
Agora, quem pensa que contatar várias pessoas em redes sociais ou distribuir uma coleção de cartões corporativos são garantias para manter ativo seu networking, está enganado.
Qualidade nos relacionamentos é melhor que quantidade no momento de montar sua rede de contatos. É o que garante a psicóloga corporativa Ellen Gongora Moreira. ''O melhor networking é aquele que atinge seus objetivos, seja ele qualitativo ou quantitativo. Mas, são os contatos com mais qualidade que garantirão maior e melhor retorno'', afirma. Segundo ela, a troca de informações e experiências assegura afinidades que refletirão nos objetivos profissionais e pessoais.
A influência que o networking tem propiciará que novas atividades se iniciem. ''Ele abre portas para que você obtenha informações com seu círculo de contatos que não obteria de forma geral nos meios de praxe'', assegura.
Mas se aproximar de alguém apenas quando precisa de um favor, além de não ser ético, também não caracteriza networking. O networking é uma base de relacionamentos de troca que pode vir a gerar oportunidades profissionais. Ele acontece de fato porque alguém te conhece pessoalmente, reconhece seu talento profissional e, em consequência disso, faz a indicação para o mercado profissional. ''Portanto não é adequado manter uma aproximação superficial apenas para se beneficiar profissionalmente''. E isso, segundo a psicóloga, é bem diferente do antigo 'QI', ou quem indica, que era uma contratação imposta feita apenas por se conhecer a pessoa, deixando de lado o seu talento.
Para Rosemarie Elizabeth Schimidt, que é coach master e doutora em psicologia clínica, não adianta haver indicações se a pessoa além das competências técnicas, não tiver desenvolvido as competências emocionais. ''O mercado tem valorizado como um diferencial para a contratação profissionais que desenvolveram a competência emocional acima da média e isso reflete em atitudes de liderança, iniciativa, proativade, flexibilidade e ética no relacionamento interpessoal'', reconhece.
As redes sociais também podem ser um meio de contato propício para que relacionamentos duradouros sejam firmados. Isto desde que os contatos adicionados tenham interesses parecidos e dessa forma contribuam na troca de experiências. ''A internet é benéfica, mas não substitui o contato 'cara a cara'. Ela possibilita contatos que logisticamente não seriam possíveis. Porém esse contato virtual não pode subsituir o real, mas pode complementar o networking'', afirma . De acordo com Rosemarie, o contato pessoal na nossa cultura favorece o estabelecimento de um vínculo mais forte entre as pessoas.
Para que o networking se torne eficaz, o profissional indicado precisa transmitir credibilidade e confiança para quem o indicou. ''Essas experiências pessoais e profissionais são resultado dos relacionamentos vivenciados por esse profissional'', finaliza.

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