Ter acesso rápido ao mercado e ao trabalho e vislumbrar o crescimento pessoal e profissional. Apesar de ter apenas 18 anos, Joelmir Silva dos Santos já vivencia essas experiências.
Ele conta que ao terminar o ensino médio, estava em dúvida a que faculdade fazer, então optou por experimentar um curso técnico. Hoje, quase um ano e meio após ter iniciado o curso de eletromecânica, já está empregado na área, atuando na empresa Produsi. ''Consegui o trabalho cerca de oito meses depois de começar as aulas'', ressalta.
Agora, Santos se diz mais maduro e afirma já ter decidido o curso superior que fará. Por já estar no mercado de trabalho, acredita que o salário ajudará a bancar essa nova formação. ''Pretendo fazer automação industrial. Se for do interesse da empresa na qual trabalho sei que me ajudarão na formação e eu ainda vou continuar empregado e mais qualificado'', planeja.
O jovem destaca a importância que o curso profissionalizante teve em sua vida e incentiva adolescentes que ainda estão em dúvida a adotar caminho semelhante. ''O curso mudou minha vida. Se não tivesse feito, provavelmente estaria trabalhando com outra coisa para bancar uma faculdade. Hoje sei o que quero e já estou no mercado de trabalho.''
A falta de mão de obra e a necessidade de técnicos em indústrias no Brasil serve para entender a história do haitiano, Sandro Ignagob Joseph, de 28 anos, que desde fevereiro trabalha na Retífica Tietê, em Londrina. ''Estava desempregado no Haiti e vim ao Brasil atrás de oportunidades. Comecei um curso técnico em setembro do ano passado e hoje já estou trabalhando'', comemora.
Joseph só vai concluir o seu curso de mecânico de manutenção de automóveis em julho, mas já pensa em expandir o seu conhecimento. ''Quero fazer o curso de eletricista. Para crescer é preciso estudar e o curso ajuda bastante'', garante. (V.F.)

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