Marcos Rodrigues, coordenador do curso preparatório Alfa, de Umuarama, acompanhou uma turma de alunos. Para ele, o Giro de Profissões é muito importante pelo fato de incentivar o jovem a trilhar o caminho certo na esfera profissional. ''O Giro de Profissões atua como um manual para orientar a decisão certa'', diz.
Neloy José Rosso, professor de matemática, compartilha da mesma opinião. Para ele, os jovens nessa idade não conseguem tomar uma decisão pontual e acabam sendo influenciados. ''Os alunos por influência dos pais e da própria sociedade sentem-se pressionados a fazer o que não querem e acabam fazendo um curso que não corresponde as suas expectativas. Temos alunos que estudam três, quatro anos para prestar vestibular para medicina, passam e percebem que o curso não é aquilo que queria e acaba se decepcionando com a profissão'', conta.
Na sala de aula, segundo os professores, é possível identificar quem tem aptidão para a profissão e quem está forçado a escolhê-la.''O aluno que tem vocação profissional tem notas boas. Ele interage com o professor e até mesmo com o estágio que escolhe fazer'', dizem. Já os que são forçados, as próprias atitudes contam. ''São desligados, não participam da aula com atenção e no estágio é comum ver alunos passando por várias empresas por não se adequarem ao meio ao invés de desistir'', diz o diretor da faculdade Pitágoras, Marcos Rambalducci, alegando que os custos com a graduação são elevados e o aluno insiste em concluir o curso por pressão da família e da própria sociedade. (K.A)

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