Alunas apostam na profissão
Aluna do 2º ano noturno de Engenharia Civil da Unifil, Marcela Cristina da Silva, 21 anos, conta que tinha interesse por construção civil e resolveu apostar no ramo da Engenharia. ''Quero estar na obra, trabalhar no desenvolvimento de projetos'', argumenta.
Quanto à predominância masculina no curso, ela garante não sentir nenhum incômodo e nem mesmo preconceito dentro da sala de aula, e ainda defende uma maior participação das mulheres em um futuro breve. ''Na minha sala são cinco meninas e 25 homens, mas acredito que as próximas turmas terão um maior número de mulheres'', projeta.
Também aluna do 2º ano da Unifil, mas do período matutino, Mariana Macedo Galvão Batista, 18, aponta o ''jeitinho feminino'' como o diferencial para a profissão. ''Mesmo com a obra tendo uma maioria masculina podemos liderá-los usando o nosso jeito de tratar as pessoas e conversar'', garante.
Alunas do 3º ano de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina, cuja turma tem 40% de mulher, Marina Oliveira Gonçalves, 20, e Pâmela Martins, 21, atribuem o aumento das mulheres na sala de aula ao reconhecimento que elas vêm tendo ao longo dos anos. ''As mulheres estão se inserindo e conquistando espaço. Não acredito que não havia o interesse feminino pela área, mas sim uma abertura para tornar isso possível, como há hoje'', opina Marina.
Já Pâmela diz que se preparou e acredita que muito da resistência da população quanto às mulheres no curso se deve à falta de informação. ''Sempre me interessei pela área da construção civil e me preparei para isso. Hoje se vê um bom número de meninas e o preconceito não existe aqui e faz um tempo que isso vem acontecendo'', comenta. (V.F.)





