Alimentos industrializados sob controle
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de abril de 2011
Aline Vilalva <br> <br> Reportagem Local 
Com a ascensão dos alimentos industrializados, tornou-se indispensável a contratação de profissionais habilitados para aplicar as novas tecnologias aos processos, com o objetivo de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade, reduzir o tempo de lançamento de novos produtos e, consequentemente, a competitividade. Nesse contexto, entra em cena o tecnólogo em alimentos. No Paraná, as regiões de Londrina, Maringá e Ponta Grossa são as que mais absorvem esses profissionais. O piso nacional para a categoria varia entre R$ 3.270 e R$ 4.905.
O tecnólogo em alimentos é responsável por estudar os processos de industrialização dos produtos de origens vegetal e animal e de bebidas, pesquisar e desenvolver novos produtos, realizar análises físico-químicas e microbiológicas. Além disso, também acompanha as etapas do processo de produção e realiza o controle de qualidade dos alimentos. Esse profissional pode atuar, ainda, na área de pesquisa e desenvolvimento, de ensino e consultorias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Químicos no Paraná, Elton Evandro Marafigo, Esses profissionais também estão atuando em usinas de álcool, na área de análise, e na Sanepar, para tratamento de água e esgoto, aponta. Segundo ele, a demanda é intensa porque a Anvisa e a Vigilância Sanitária exigem um responsável técnico na indústria de alimentos tanto para desenvolvimento quanto registro dos produtos. A remuneração é de seis salários mínimos para seis horas diárias e nove salários mínimos para oito horas diárias.
A coordenadora do curso de Tecnologia em Alimentos da UTFPR em Londrina, Lúcia Felicidade Dias, explica que a proposta é formar o profissional especializado com habilidade de desenvolver atividades no processamento de alimentos e bebidas, de forma inovadora, com foco no desenvolvimento e difusão de tecnologias, gerenciamento do processo de produção e desenvolvimento da capacidade empreendedora. Com formação baseada fundamentalmente na atuação prática, a proposta garante a habilitação segura ao profissional para o ingresso imediato no mercado de trabalho, afirma. O curso, com grade curricular semestral e duração de três anos, já formou três turmas.
A graduação de Tecnologia em Alimentos na UEM de Umuarama teve início em 2002. Ofertado no período matutino, com duração de três anos, o curso visa formar profissionais aptos a desenvolver, de forma plena e inovadora, atividades na área tecnológica do processamento de alimentos. De acordo com a coordenadora Cristiane Mengue Feniman, a educação profissional da graduação foi reestruturada para atender a moderna organização do setor produtivo que demanda do trabalhador competências para maior mobilidade dentro de uma área profissional, não se restringindo a uma formação vinculada especificamente a um posto de trabalho. Desta forma, o profissional formado poderá atuar em áreas que envolvam aspectos tecnológicos da industrialização das matérias-primas alimentícias, participando também da implementação e fiscalização de projetos de instalações de processamento de alimentos, reitera.


