Advogado diz que foi vítima em banco
''Eu quero trabalhar, e com esse tipo de violência não dá'', declara o advogado de carreira de uma instituição financeira de Londrina que prefere ter sua identidade preservada para não sofrer retaliações. Ele entrou com uma ação por danos morais que tramita em segredo de Justiça, onde pede à instituição indenização de R$ 2,5 milhões.
O advogado está afastado do cargo e conta que desde 2009 tem sido vítima de bullying profissional. ''Houve uma greve da categoria que eu não participei. A partir de então passei a ser segregado do grupo com apoio da pessoa que estava na chefia. Não me avisavam das reuniões, nem participava da seleção de estagiários e da tomada de decisões'', resigna-se.
A carga de trabalho também tornou-se excessiva e quando o advogado e alguns companheiros tentaram reclamar na Ouvidoria da instituição, outra decepção:''Fizemos a reclamação formal, mas as coisas só pioraram porque o assunto chegou à chefia'', afirma, alegando que até ataques pessoais começou a sofrer. A instituição também teria entrado com processo administrativo contra ele sem lhe explicar os motivos.
Sentimentos como frustração, indignação, muita raiva e ódio extremo tornaram-se comuns na rotina do advogado, que também teria adoecido por conta das agressões no ambiente de trabalho. ''Comecei a ter apagões de memória por conta da raiva que sinto, bati o carro três vezes em consequência disso'', conta ele, que procurou a redação da FOLHA para falar sobre sua situação.
''Hoje, sou obrigado a tomar sete tipos de medicamento - para depressão, síndrome do pânico, pressão arterial e para o coração - e emocionalmente estou destruído'', resigna-se o advogado, acrescentando que antes do episódio era uma pessoa saudável e não fazia uso de medicamentos. (K.A.)





