Nos meus tempos de escola primária, uma das regras de disciplina exigia que os alunos se concentrassem no pátio do colégio e se deslocassem organizados em fila até sua sala de aula. Era fácil perceber que o garoto mais lento é que determinava a velocidade do grupo. Quem tentasse ir mais rápido que ele, saia da ordem e atraia a repreensão do inspetor.
O tempo passou e eu acabei observando que a mesma coisa acontece em todas situações.
O resultado de qualquer sistema de produção é determinado por sua etapa mais fraca. Isto é o que diz a Teoria das Restrições – Theory of Constraints ou T.O.C., em inglês.
Todo sistema tem restrições que impedem de se chegar ao resultado. Ocorre em qualquer linha de produção.
Mesmo na associação de máquinas e equipamentos de alta produtividade individual haverá um gargalo, ou seja, uma delas torna a linha mais vagarosa. Removendo ou melhorando essa restrição, o resultado do sistema aumenta. E, é claro que, depois disso, um novo gargalo irá surgir. Daí infere-se o conceito de Melhoria Contínua, ou seja, prosseguir analisando esse sistema a fim de descobrir e remover as novas restrições.
Imagine uma corrente que tenha um elo fraco. Ela irá romper-se certamente neste elo.
A teoria vale para correntes, para máquinas, para pessoas, pra mim e pra você. Ache as restrições do seu trabalho e da sua vida. Comece a removê-las.
Continue fazendo isso e, enfim, você será mais eficiente.

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