A cultura popular enaltece a piada sarcástica, o humor negro. Mas isso é motivo de muitas desgraças. O livro de Jó, na Bíblia diz: "Assim diz o Senhor: ‘Eu posso salvar-te de todas as tuas dificuldades, contanto que te distancies da língua desocupada".
Semana passada, um garoto de 11 anos foi atacado por um tigre no zoológico de Cascavel, Paraná, e teve, como consequência, seu braço direito amputado.
Momento de grande comoção!
No entanto, o que rodou de piadas e chacotas a esse respeito nas mídias sociais deixou muita gente horrorizada, especialmente pela ausência de compaixão e solidariedade geral. Veja o ponto de vista de uma moradora na cidade de Cascavel, através de seu perfil no Facebook:
"Se cada piada ou comentário infeliz a respeito do caso deste menino pudesse se converter em uma prece, imagine quanto o sofrimento desta família poderia ser abrandado. Independente das razões por trás do evento, são pessoas, gente como a gente... vivem dores e apertos que poderiam ocorrer a qualquer um de nós ou à nossa família. A ansiedade das pessoas em assistir o vídeo, comentar e, em muitos casos que eu presenciei, em julgar, ironizar e satirizar a situação, faz-me pensar quão atrasados somos como povo, no aspecto moral."
Não, querido leitor. Esta não é uma coluna de temas católicos, evangélicos ou Judaicos. Seu escopo é o comportamento profissional.
Ocorre que, como consultor de empresas, tenho visto pessoas demais afundarem suas carreiras por conta do comportamento falsamente bem humorado em que se divertem com as desgraças dos outros ou acham que, fazendo a roda de colegas rir de suas palhaçadas, garantirão sua permanência ou crescimento na hierarquia. Dizer que isto é uma ilusão talvez fosse positivo demais. É mentira mesmo! É mau pensar e agir assim.
Para todos aqueles que desejam "limpar" o ambiente onde vivem e trabalham, e prosperar de modo real em todos os âmbitos – seja na carreira, nos negócios próprios ou como simples indivíduos – eu darei uma dica muito assertiva: "Afastem-se da piada negra, daquilo a que dão o nome popular de ‘zoeira’ ou ‘gozação’. Saiam fora disso. Não se juntem a quem mantém esta prática e, se possível, atuem para coibi-la o quanto antes".
Isto é autodesenvolvimento. Isto é purificação e prosperidade na prática!

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