Como é importante falar na hora certa.
E calar-se quando a situação requer.
Como é bom responder estritamente o que foi perguntado. E ótimo não atravessar conversas jamais! Conter-se diante de quaisquer que sejam as perguntas dirigidas a outros, e das respostas ou contestações que eles derem.
O Dido estava com Flávio, seu funcionário, quando alguém lhe perguntou por que não havia respondido o e-mail enviado há uma semana. Quando Dido disse não lembrar-se de ter recebido, Flavio entrou na conversa: "Recebeu, sim", e voltando-se ao patrão, refrescou-lhe a memória: "É aquele e-mail de que você me falou outro dia. Lembra-se agora?"
O clima ficou tenso. Esta reação inesperada de Flavio fez Dido parecer mentiroso diante de alguém para quem isso fazia toda a diferença.
Ingenuidade? Tolice? Difícil dizer com precisão. Talvez as duas. E mais uma centena de outras razões, apesar da boa intenção.
É fácil aprender a colocar-se em seu devido lugar, calar a boca quando a conversa não o envolve e, deste modo, ajudar infinitamente mais do que exprimir seja lá o que for. Seguem três regrinhas inteligentes e suficientes para um bom começo nesta arte:

Regra número 1: Fale somente quando solicitado.

Regra número 2: Não responda em lugar de ninguém, a menos que tenha sido requerido pelo responsável.

Regra número 3: Quando o assunto pertence aos "seres" que habitam os andares superiores ao seu, lembre-se que você não vê, não ouve e não fala. Mantenha-se como uma estátua. Guarde tudo para si e nem sonhe comentar com terceiros. Na maioria dos casos é preferível apagar tudo da memória por tratar-se de temas que fazem mal à saúde saber.

Das competências pessoais mais louváveis ao desempenho de qualquer ser humano e/ou profissional, lealdade e confiabilidade são as mais destacadas na hora de uma promoção profissional.
Em suma, "quem fala demais, dá bom dia a cavalo", diz o ditado, e acaba falando de si ou revelando o que não devia. Prudência é recomendada como preventivo a cem por cento dos pecados conhecidos.

E a sabedoria completa: "Calado, até um burro passa-se por sábio".

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