Por que é que muitas pessoas não conseguem aprender o que leem, o que ouvem ou assistem – seja numa palestra, na tela do computador ou na tevê?
A resposta é simples e atual. Vem da Neurociência.
O que entra no cérebro é imediatamente comparado com o que já existe lá. Se não houver registros anteriores ou interesse forte sobre o assunto, o cérebro o rejeita por um mecanismo não muito diferente de uma descarga de banheiro.
Todos nós temos algo parecido a uma biblioteca no nosso cérebro. Ela se formou com as informações que julgamos importantes e também com as que foram necessárias para a solução dos problemas e demandas do nosso dia a dia, ao longo da vida. Do nascimento à velhice, a tal biblioteca está em expansão pelo acréscimo de novos "exemplares" de conhecimento.
Aqueles que viveram amplas e vigorosas experiências, estudaram, leram, se esforçaram em aprender e empregaram sua percepção em adquirir uma "biblioteca mental" relativamente grande, terão facilidade de retenção de novos conhecimentos e informações por serem compatíveis com os registros anteriores. Isto será automaticamente acrescentado a seu acervo atual.
Não se trata de inteligência, mas de capacidade de fixação.
O cérebro que não possui registros mentais compatíveis com a informação que ora recebe, tende a rejeitá-las.
A Intere cura?sse e esforço de aprendizagem intensos. Traduzindo: vencer limitações ao autodesenvolvimento, superar a preguiça, o comodismo e a inércia. Conforme disse um sábio: "Mesmo o mais lento dos lentos pode alcançar a grandeza ao desejar conquistá-la com tamanha convicção e vontade que chegue a chorar por isso, e se entregue ao máximo esforço."

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina

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