Vamos tratar uma vez mais de carreira.
O que se aconselha às pessoas que estão em dúvida sobre o rumo a seguir na vida profissional?
Eu tenho uma fórmula que nunca falhou há décadas, e continua válida por sua eficácia fundada no autoconhecimento. Saiba o que fazer seguindo os passos:
Isole-se em um lugar onde você se sinta em paz e não seja interrompido. Leve papel e caneta.
A sós com a sua consciência, escreva a resposta a duas perguntas. Primeira: "O que você adora fazer na vida?". A outra: "O que melhor você sabe fazer?"
Após isso, persiga as respostas que você tenha dado como a meta mais importante que você tem.
Não é uma receita mágica, mas lógica.
Fazer o que se gosta é o que lhe possibilita fazer melhor. É como estar em um lugar encantado, cheio de coisas boas, prazer e contentamento.
Pense, por exemplo: as pessoas que compram uma Mercedes último modelo o fazem pelo conforto ou pelo status que ela traz aos olhos da sociedade?
Agora imagine como é que, hoje em dia, os jovens normalmente escolhem uma profissão? Buscam autorrealização ou brilho social?
Nada contra tais escolhas. Mas optar por uma profissão é algo que merece o máximo de cuidado. Quantos médicos, economistas, advogados e engenheiros gostariam de ser cozinheiros, músicos, alfaiates ou ourives? O problema talvez seja que estas profissões não lhes dariam destaque. Ou estão fora de moda. No entanto, elas poderiam preenchê-los interiormente muito mais. E o mundo seria melhor para estas pessoas.
Se você não teve a oportunidade de "fazer o que você ama", há uma saída que pode trazer uma satisfação gigantesca. Que tal começar a amar o que você faz? Quando formos capazes de nos apaixonar por servir as pessoas criando valor para elas, resolvendo problemas, construindo conexões valiosas e realizando coisas que façam diferença, é bem provável que, ao final, tenhamos feito um trabalho realmente importante. E não é exatamente o que você quer?

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina

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